Centrais sindicais definem ações para a disputa eleitoral e preparam mobilização nacional pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais
Os próximos dias serão decisivos para o movimento sindical brasileiro. Em reunião realizada nesta sexta-feira (9), presidentes das centrais sindicais discutiram as ações para o segundo turno das eleições e a intensificação da mobilização nacional pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.
Na próxima semana, as centrais estarão em Brasília para acompanhar a votação no Senado e ampliar a mobilização nas ruas e nas redes sociais. A agenda combina a atuação política diante do cenário eleitoral com a pressão pela conquista de direitos e pela melhoria das condições de vida da classe trabalhadora.
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) orienta seus dirigentes, sindicatos filiados e seções estaduais a acompanhar e disseminar os materiais de comunicação, ampliar o debate com as bases e fortalecer a participação dos trabalhadores e trabalhadoras nas iniciativas de mobilização.
Ronaldo Leite convoca trabalhadores para a defesa da democracia e dos direitos sociais
Em manifestação sobre a conjuntura política, o dirigente sindical Ronaldo Leite destacou a importância de intensificar a mobilização popular diante dos desafios do segundo turno. Ele defendeu a democracia, a soberania nacional e a ampliação dos direitos sociais, além de criticar setores políticos que, em sua avaliação, ameaçam as conquistas da classe trabalhadora.
Para Ronaldo Leite, o momento exige unidade e participação popular na defesa de um projeto de país comprometido com a melhoria das condições de vida da população. Entre as prioridades apontadas estão o fortalecimento dos investimentos públicos em saúde, educação, moradia e segurança, o enfrentamento à violência contra as mulheres e a retomada do desenvolvimento nacional.
O dirigente também ressaltou a importância da organização sindical para garantir melhores condições de trabalho e ampliar direitos por meio da negociação coletiva.
“Certamente a gente sabe: o trabalhador assistido pelo sindicato tem condições melhores, que é assistido por um acordo de convenção coletiva”, afirmou Ronaldo Leite, ao defender a organização dos trabalhadores como instrumento de conquista e proteção de direitos.
Fim da escala 6×1 é prioridade da mobilização
A luta pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada para 40 horas semanais permanece no centro da agenda sindical. A mobilização busca garantir mais tempo para o descanso, o convívio familiar, o lazer e a vida social, sem perda de direitos ou redução salarial.
A presença das centrais sindicais em Brasília, na próxima semana, será uma oportunidade para acompanhar a tramitação das pautas no Senado e reforçar a pressão sobre os parlamentares. A mobilização nas ruas e nas redes sociais também será fundamental para ampliar o apoio popular à mudança.
A CTB destaca que a participação dos sindicatos e de suas bases é essencial para transformar as reivindicações em avanços concretos. Por isso, a orientação é que as entidades fortaleçam a comunicação com suas categorias, compartilhem os materiais produzidos pelas centrais e promovam o debate sobre os impactos da jornada de trabalho na saúde, no bem-estar e na qualidade de vida.
Mobilização exige unidade e participação
Diante da proximidade do segundo turno, as centrais sindicais também discutem estratégias para ampliar o diálogo com os trabalhadores e trabalhadoras sobre os projetos políticos em disputa e seus efeitos sobre o emprego, a renda, os serviços públicos e os direitos sociais.
Ronaldo Leite defendeu o fortalecimento da mobilização em torno da democracia e da soberania nacional, ressaltando que a participação popular é decisiva para a construção de um país com mais direitos e menos desigualdade.
A CTB convoca suas entidades filiadas a intensificar o trabalho de base, acompanhar as orientações nacionais e fortalecer a mobilização sindical nos próximos dias. O objetivo é ampliar a participação dos trabalhadores nas lutas em curso e avançar na conquista de uma jornada de trabalho mais justa, com mais tempo para viver e melhores condições de vida para toda a classe trabalhadora.


