Dia dos Professores: CTB defende valorização da educação, melhores salários e condições dignas de trabalho

Neste 15 de outubro, a luta dos educadores reafirma a importância da educação pública, da democracia e da transformação social

O Dia dos Professores, celebrado em 15 de outubro, é uma data de reconhecimento àqueles que dedicam suas vidas à formação de pessoas e à construção de uma sociedade mais justa. Mais do que homenagear os profissionais da educação, o momento também reforça a necessidade de defender seus direitos, valorizar a carreira docente e garantir condições dignas de trabalho nas escolas de todo o país.

Para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), valorizar os professores significa reconhecer o papel estratégico da educação para o desenvolvimento nacional, a redução das desigualdades e o fortalecimento da democracia. Essa valorização, no entanto, precisa ir além dos discursos e se traduzir em salários dignos, planos de carreira, formação continuada, infraestrutura adequada e respeito aos profissionais dentro e fora das salas de aula.

A realidade enfrentada por muitos educadores brasileiros ainda é marcada pela desvalorização profissional, pela sobrecarga de trabalho, pela falta de estrutura e pela necessidade de conciliar diferentes jornadas para garantir uma remuneração suficiente. Soma-se a isso o adoecimento físico e mental provocado pelas pressões cotidianas, pela precarização das relações de trabalho e pela falta de investimentos adequados na educação pública.

Paulo Freire e a educação como instrumento de transformação

Ao falar da luta dos professores, é impossível não lembrar o legado de Paulo Freire, um dos maiores educadores brasileiros e referência internacional na defesa de uma educação crítica, democrática e emancipadora.

Freire compreendia a educação como uma prática capaz de transformar a realidade. Para ele, ensinar não se limitava à transmissão de conteúdos: era também estimular a reflexão, a autonomia e a capacidade de compreender criticamente o mundo. Sua concepção pedagógica reconhecia estudantes e educadores como sujeitos ativos do processo de aprendizagem.

A defesa de uma educação libertadora também passa pela valorização de quem ensina. Não existe educação de qualidade sem professores respeitados, com condições para planejar suas aulas, desenvolver suas atividades e participar das decisões que envolvem a comunidade escolar.

O pensamento de Paulo Freire permanece atual diante dos desafios enfrentados pela educação brasileira, especialmente na defesa da escola pública, da liberdade de ensinar, do pensamento crítico e do combate às desigualdades sociais.

Valorizar os professores é defender direitos

A luta dos profissionais da educação está diretamente ligada às pautas históricas da classe trabalhadora. A defesa do piso salarial, do cumprimento dos planos de carreira, da jornada adequada, da formação profissional e de ambientes de trabalho saudáveis é parte fundamental da construção de uma educação pública de qualidade.

Também é necessário enfrentar a precarização do trabalho docente, combater a violência contra os profissionais da educação e garantir que as escolas sejam espaços de aprendizagem, convivência, respeito e pluralidade de ideias.

Nesse cenário, a organização sindical e a mobilização coletiva são instrumentos essenciais para conquistar avanços. Ao longo da história, professores e professoras têm protagonizado greves, manifestações e campanhas em defesa de melhores salários, mais investimentos e políticas públicas que assegurem o direito à educação.

A CTB reconhece que a luta por uma educação pública, gratuita, laica, democrática e de qualidade exige compromisso permanente do Estado e participação ativa da sociedade. Defender os educadores é também defender os estudantes, as famílias e o futuro do país.

Educação é um direito, não um privilégio

Em um país marcado por profundas desigualdades, garantir educação de qualidade para todos é uma condição indispensável para ampliar oportunidades e promover justiça social. Isso exige financiamento público adequado, políticas de valorização profissional e o reconhecimento de que a educação não pode ser tratada apenas como mercadoria ou instrumento de interesses econômicos.

Neste 15 de outubro, a CTB saúda os professores e professoras que, diariamente, enfrentam desafios e seguem comprometidos com a formação de novas gerações. A data é de homenagem, mas também de mobilização: não há futuro soberano, democrático e socialmente justo sem educação valorizada e sem trabalhadores e trabalhadoras respeitados.

Valorizar quem ensina é defender a educação pública, fortalecer a democracia e construir um Brasil com mais direitos, igualdade e oportunidades para todos.

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