A luta pelo fim da escala 6×1 consolidou-se, ao longo de 2025, como uma das principais bandeiras da classe trabalhadora brasileira. Imposta como regra em amplos setores do comércio e dos serviços, essa jornada exaustiva simboliza a superexploração do trabalho, a precarização das relações laborais e a negação do direito ao descanso, à convivência familiar e ao lazer. Diante desse cenário, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), ao lado de sindicatos e movimentos sociais, esteve na linha de frente dessa batalha.
Desde o início do ano, a CTB incorporou o debate sobre a jornada digna às campanhas salariais, às mesas de negociação e às jornadas nacionais de luta. Atos públicos, panfletagens, debates, seminários e mobilizações nos locais de trabalho deram visibilidade ao tema e ampliaram a conscientização sobre os impactos da escala 6×1 na saúde física e mental das trabalhadoras e dos trabalhadores.
Nos setores do comércio, da hotelaria, da alimentação, da limpeza, da segurança privada e dos serviços em geral, sindicatos filiados à CTB protagonizaram importantes iniciativas de enfrentamento à escala 6×1. Em diversos estados, cláusulas de acordos e convenções coletivas passaram a limitar essa jornada, ampliar o número de folgas, garantir descansos semanais mais justos e abrir caminho para a redução da jornada sem redução de salários.
A luta também ganhou dimensão política. A CTB atuou junto ao Congresso Nacional, dialogando com parlamentares comprometidos com os direitos trabalhistas, para recolocar na agenda do país o debate sobre a redução da jornada de trabalho e a necessidade de superar modelos que aprofundam a desigualdade e a precarização. O fim da escala 6×1 passou a ser compreendido não apenas como uma reivindicação setorial, mas como parte de um projeto de desenvolvimento que valorize o trabalho e a vida.
Ao longo do ano, a pauta foi incorporada às grandes mobilizações nacionais da classe trabalhadora, fortalecendo a unidade entre categorias e centrais sindicais. A defesa da jornada digna dialogou com outras bandeiras estratégicas, como a valorização do salário, o combate à informalidade, a ampliação de direitos e a promoção da saúde e segurança no trabalho.
A retrospectiva de 2025 demonstra que, embora as conquistas ainda sejam parciais, houve avanços significativos na construção de consciência, organização e força política em torno do fim da escala 6×1. A experiência acumulada pelos sindicatos e pela CTB reafirma que somente a luta coletiva pode enfrentar a superexploração e garantir mais tempo de vida para quem vive do trabalho.
O desafio para 2026 é aprofundar essa mobilização, ampliar a pressão social e política e transformar a luta pelo fim da escala 6×1 em conquistas concretas para milhões de trabalhadoras e trabalhadores em todo o país. A CTB seguirá firme nessa batalha, ao lado dos sindicatos e da classe trabalhadora, porque jornada digna é direito, não privilégio.


