Esse resultado reflete, por um lado, a melhora relativa da atividade econômica e, por outro, a força da mobilização sindical e da negociação coletiva como instrumentos fundamentais para a defesa dos salários e dos direitos. Onde houve organização, pressão e unidade, foi possível arrancar conquistas que ajudaram a recompor perdas históricas e a proteger o poder de compra das trabalhadoras e dos trabalhadores.
Ainda assim, os avanços não se deram de forma homogênea. Em setores mais precarizados, marcados pela informalidade, terceirização e alta rotatividade, as negociações enfrentaram maiores obstáculos e as conquistas foram mais limitadas. Esse cenário reforça a necessidade de fortalecer os sindicatos, ampliar a organização de base e avançar na luta por políticas públicas que promovam emprego de qualidade, valorização do trabalho e redução das desigualdades.


