Na área da saúde, a mobilização em torno do piso da enfermagem e da melhoria das condições de trabalho resultou em avanços parciais, reafirmando que somente a luta organizada é capaz de assegurar direitos e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS). A pressão exercida por sindicatos, entidades profissionais e centrais sindicais foi decisiva para colocar as demandas da categoria no centro do debate público.
Ao longo do período, trabalhadoras e trabalhadores da saúde enfrentaram a sobrecarga de jornadas, a precarização dos vínculos e a insuficiência de investimentos no setor. Greves, atos públicos e negociações garantiram conquistas importantes, ainda que limitadas, tanto no que diz respeito à implementação do piso salarial quanto à abertura de mesas de diálogo sobre carreira, jornada e saúde do trabalhador.
Os avanços alcançados demonstram que a valorização dos profissionais da saúde é condição indispensável para a qualidade do atendimento à população. No entanto, os desafios permanecem, especialmente diante dos limites orçamentários e da resistência de setores que insistem em tratar a saúde como mercadoria. A continuidade da mobilização será fundamental para garantir financiamento adequado, melhores condições de trabalho e o fortalecimento do SUS como política pública universal e direito de todos.


