Na tarde desta segunda-feira (19), às18h, entidades sindicais, movimentos sociais e organizações de direitos humanos realizam, em São Paulo, um ato em memória dos 50 anos do assassinato do operário metalúrgico Manoel Fiel Filho, morto sob custódia do Estado durante a ditadura militar.
O evento acontece na Rua do Carmo, 171, no bairro da Sé, no prédio do Sindicato dos Aposentados da Força Sindical, antiga sede do Sindicato dos Metalúrgicos, espaço histórico da luta da classe trabalhadora.
Manoel Fiel Filho foi assassinado em janeiro de 1976 nas dependências do DOI-Codi, em São Paulo. À época, o regime militar tentou forjar a versão de suicídio — prática recorrente do aparato repressivo —, mas o caso se consolidou como mais um crime de Estado contra trabalhadores e militantes políticos.
Programação
A atividade reúne memória, cultura e reflexão política, com uma programação que se estende até a noite:
•18h às 18h45 – Recepção e lançamento do livro Carrascos da Ditadura, com sessão de autógrafos do autor Jorge Oliveira
•18h45 às 19h – Abertura oficial, com a Fundação Astrojildo Pereira (FAP)
•19h às 19h45 – Uso da palavra com representantes da
•Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos do Ministério dos Direitos Humanos
•Centrais sindicais
•Filhas de Manoel Fiel Filho
•19h45 às 20h – Entrega da Medalha Manoel Fiel Filho, promovida pelo Coletivo Memória e Democracia
•20h às 21h45 – Apresentação e exibição do filme Perdão, Mister Fiel, dirigido e roteirizado por Jorge Oliveira
A coordenação dos trabalhos ficará a cargo de Andrea Gato, do SINDINAPI



