A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) manifesta total solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras dos Correios, que enfrentam uma postura autoritária, desrespeitosa e provocadora por parte da direção da empresa durante o processo de negociação salarial.
As declarações do companheiro Elias Diviza, presidente do SINTECT/SP, escancaram o que a categoria vem denunciando: a tentativa de retirar direitos históricos, não repor sequer a inflação e, de forma ainda mais grave, recorrer ao Supremo Tribunal Federal para suspender cláusulas de um acordo já firmado no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Trata-se de um verdadeiro esculacho com a categoria, que aprofunda a indignação e empurra os trabalhadores para a greve.
A suspensão de itens essenciais, como o ticket alimentação extra, o plano de saúde, o adicional por trabalho em dias de repouso e a gratificação de férias, revela uma lógica de jogar nas costas dos trabalhadores a responsabilidade por problemas estruturais que não foram causados por eles. A CTB denuncia essa tentativa de criminalizar quem sempre sustentou os Correios com trabalho, dedicação e compromisso com o povo brasileiro.
É preciso dizer com todas as letras: a crise dos Correios não é culpa dos trabalhadores. Ela é resultado da falta de investimentos, da ausência de modernização tecnológica e da concorrência predatória de grandes cartéis privados internacionais, que operam à margem da legislação trabalhista e promovem dumping social.
A CTB reafirma que os Correios são uma empresa estratégica para o Brasil, fundamental para a integração nacional, para a soberania do país e para garantir que serviços cheguem a todos os cantos do território nacional — das periferias urbanas ao sertão, da Amazônia ao cerrado. Defender os Correios é defender o interesse público.
Por isso, a CTB apoia a mobilização da categoria, defende a manutenção integral do acordo firmado no TST e exige respeito aos trabalhadores e trabalhadoras dos Correios. Não aceitaremos retrocessos, retirada de direitos ou ataques à organização sindical.


