A revogação do Decreto nº 12.600/2025, anunciada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira (23), foi recebida como uma importante vitória da mobilização popular em Porto Velho. A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) esteve presente e teve papel ativo no ato realizado nas proximidades da área portuária da capital rondoniense.
Diversos povos da Amazônia, ao lado de entidades sindicais e movimentos sociais, participaram da manifestação pacífica marcada por cantos tradicionais, faixas e discursos em defesa da floresta, dos rios e da vida. O decreto previa estudos para concessões e possível exploração de hidrovias amazônicas pela iniciativa privada, o que gerou forte reação de comunidades tradicionais, ribeirinhas e indígenas.
Para a CTB, a revogação demonstra a força da organização popular e a importância da unidade entre trabalhadores do campo e da cidade na defesa do patrimônio ambiental e da soberania nacional.
CTB/RO na linha de frente da mobilização
A CTB de Rondônia marcou presença com sua direção estadual, reforçando o compromisso histórico da Central com a luta em defesa da Amazônia e dos povos da floresta. O vice-presidente da CTB/RO, professor Joelson Queiroz, participou do ato ao lado de lideranças indígenas, entre elas Adriano Karipuna, destacando que não há desenvolvimento possível sem respeito à vida e ao meio ambiente.
A Central reafirmou que a preservação ambiental está diretamente ligada à justiça social, à geração de trabalho digno e à garantia de direitos para as populações que vivem da floresta e dos rios.
Unidade amplia força do movimento
O ato contou ainda com a participação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Sindicato dos Professores no Estado de Rondônia (SINPROF/RO), do Partido Operário Revolucionário (POR) e de representantes da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), reforçando o caráter amplo e plural da mobilização.
Para a CTB, a unidade entre centrais sindicais, movimentos populares, estudantes e povos originários foi decisiva para pressionar pela revogação do decreto.
Desenvolvimento com preservação
A Central destaca que o debate sobre infraestrutura e exploração econômica na Amazônia precisa estar subordinado ao interesse público, à sustentabilidade e à soberania nacional. Desenvolvimento não pode significar destruição, nem ameaça aos modos de vida de comunidades tradicionais.
Embora a revogação do decreto represente uma vitória importante, a CTB ressalta que a vigilância deve ser permanente. A mobilização continuará ativa para enfrentar qualquer iniciativa que coloque em risco a floresta, os rios e os direitos dos povos amazônicos.
A luta em defesa da Amazônia é também a luta da classe trabalhadora. E a CTB seguirá firme, organizada e mobilizada.





