CTB participa da abertura do Março Mulher em São Paulo e reforça luta contra a violência e pela igualdade salarial

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participou nesta segunda-feira (02) da abertura do Março Mulher, realizada na capital paulista pelo Fórum Nacional de Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT-CS). A mobilização reuniu dirigentes e militantes sindicais em uma grande ação de panfletagem e diálogo com a população, reforçando a importância do combate ao feminicídio, da defesa da Política Nacional do Cuidado e da garantia da igualdade salarial entre homens e mulheres.

A concentração ocorreu às 6h30, na Estação Brás, no Largo da Concórdia, um dos principais pontos de circulação de trabalhadores e trabalhadoras da cidade. A presença da CTB marcou o compromisso da Central com a defesa da vida das mulheres e com a construção de um mundo do trabalho mais justo e igualitário.

Além da CTB, outras centrais sindicais e entidades do movimento sindical também participaram da atividade, em uma ação unificada em defesa dos direitos das mulheres.

Mobilização em defesa da vida e do trabalho digno

A atividade marcou o início de uma agenda de ações ao longo do mês de março, período historicamente dedicado à luta das mulheres. Entre as principais bandeiras defendidas estiveram:

  • Combate ao feminicídio e a todas as formas de violência contra as mulheres;

  • Defesa e valorização da Política Nacional do Cuidado;

  • Igualdade salarial entre homens e mulheres;

  • Promoção da equidade e da justiça no mundo do trabalho.

Segundo o FNMT-CS, a mobilização buscou dialogar diretamente com a classe trabalhadora, ampliando a conscientização sobre a necessidade de políticas públicas efetivas que garantam proteção, direitos e condições dignas às mulheres brasileiras.

Durante a atividade, Katia Branco ressaltou a importância da denúncia e da conscientização permanente:

“A população — homens e mulheres — precisa se conscientizar todos os dias e, principalmente, denunciar. A violência começa de forma sutil. Às vezes, quase imperceptível. Está naquele tom agressivo, na humilhação constante, no desrespeito disfarçado de brincadeira. Depois vem o ‘esbarrão’ que diz ter sido sem querer, o pedido de desculpas no dia seguinte — e a repetição do comportamento. É assim que a escalada acontece. E, muitas vezes, termina no feminicídio.

É a violência que está dentro de casa, silenciosa, rasteira, que persegue e tenta calar. Mas nós, mulheres, temos o direito de dizer não — e de sermos respeitadas. Março começou com esse chamado: estamos aqui para denunciar e para reafirmar nossos direitos.”

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