Durante a 1ª Conferência Internacional Antifascista, realizada nesta sexta-feira (27), em Porto Alegre, o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Adilson Araújo, protagonizou um dos discursos mais enfáticos do evento, com duras críticas ao poder econômico e à atuação de grandes corporações no cenário político global.
Em sua fala, Araújo afirmou que os movimentos populares precisarão enfrentar a influência de bilionários como Jeff Bezos e Elon Musk, além do que classificou como manipulação por parte das big techs, da mídia e do mercado financeiro. Segundo ele, há um distanciamento dessas forças em relação às necessidades reais da população, especialmente diante do aumento do custo de vida.
O dirigente também criticou o que chamou de “pesquisas fabricadas” e denunciou tentativas de distorção do debate público, defendendo que a militância precisa se levantar e assumir um papel mais ativo. “Para sermos verdadeiramente antifascistas, é necessário elevar o tom e fortalecer a mobilização”, destacou.
Ao abordar o cenário internacional, Araújo defendeu solidariedade a povos em conflito e criticou o que considera imposições do imperialismo, mencionando o contexto político envolvendo Donald Trump. Ele também chamou atenção para os impactos econômicos das guerras, ressaltando que, segundo dados citados em sua fala, cerca de US$ 2,7 trilhões foram consumidos em conflitos ao longo de 2024.
Encerrando o discurso, o presidente da CTB citou o filósofo italiano Antonio Gramsci para reforçar que “dizer a verdade é uma necessidade política” e defendeu que o enfrentamento ao fascismo passa pela construção de um projeto baseado no socialismo. “A luta está de volta”, concluiu.


