Em uma resposta contundente ao avanço das políticas de sucateamento da educação promovidas pelo governo estadual, os estudantes de Minas Gerais realizaram um grande ato em Belo Horizonte, nesta quinta (26). Com concentração na Praça Raul Soares e marcha até a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a mobilização reuniu cerca de 400 pessoas em defesa da educação pública.
O ato fez parte da agenda nacional de luta do movimento estudantil, que promoveu manifestações em diversas cidades do Brasil com o lema “Orçamento para a Educação e Soberania para o Brasil”.
Em Minas Gerais, o alvo mais imediato foi o projeto do governo de Minas de leiloar a gestão de 95 escolas estaduais para a iniciativa privada. As Parcerias Público-Privadas (PPPs) estão programadas para serem leiloadas no próximo dia 30 de março, na bolsa de valores B3, em São Paulo. O modelo de PPP visa terceirizar serviços não pedagógicos (limpeza, merenda, manutenção), gerando críticas sobre privatização e cortes de funcionários.
“As auxiliares de serviço básico, as ‘tias da cantina’, e outros trabalhadores, também sucateados, estão com risco de demissão em massa”, alertou Leonardo Evangelista, presidente da União Colegial de Minas Gerais (UCMG) e um dos organizadores do ato.
A pauta salarial foi outro ponto de denúncia do protesto, realizado no mesmo dia em que foi aprovado o reajuste de 5,4% para os trabalhadores da educação. Para os manifestantes, o índice foi considerado insuficiente e não repõe as perdas salariais.
“Nosso objetivo foi fazer uma denúncia das políticas de sucateamento do governo de Simões e de Zema”, afirmou Evangelista. Além das pautas econômicas, o ato também trouxe à tona a crítica à militarização das escolas e às condições precárias da infraestrutura de algumas unidades.


