Data marca início de um dos períodos mais autoritários da história do país e destaca papel da classe trabalhadora na resistência
Neste 31 de março, o Brasil relembra os 62 anos do Golpe de 1964, episódio que marcou o início de uma ditadura que se estendeu por mais de duas décadas e deixou profundas marcas na sociedade brasileira.
A ruptura democrática não ocorreu de forma isolada. Foi resultado da articulação entre setores militares, elites econômicas e interesses internacionais, que atuaram para interromper avanços sociais e preservar privilégios. A partir daquele momento, o país passou a viver sob um regime autoritário, caracterizado pela repressão política, censura e supressão de direitos.
A classe trabalhadora esteve entre os principais alvos da ditadura. Sindicatos foram perseguidos, lideranças foram presas, exiladas ou silenciadas, e a organização coletiva sofreu duras restrições. Ainda assim, trabalhadores e movimentos populares tiveram papel fundamental na resistência ao regime e na luta pela redemocratização.
Para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, relembrar essa data é mais do que um exercício de memória: é um compromisso com o presente. “A democracia não é um dado permanente, ela precisa ser defendida diariamente, sobretudo diante de ameaças que ainda persistem”, reforça a entidade.
Mais de seis décadas depois, os efeitos daquele período seguem presentes em desafios estruturais, como a desigualdade social e a violência institucional. Por isso, manter viva a memória histórica é essencial para impedir retrocessos e fortalecer a consciência política da sociedade.
Neste 31 de março, a lembrança do golpe serve como alerta: a defesa da democracia exige vigilância constante e participação ativa da classe trabalhadora.


