Ao longo de todo o mês de março, marcado pelo Dia Internacional da Mulher, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil intensificou sua atuação em defesa da vida, dos direitos e da igualdade para as mulheres trabalhadoras. Com uma agenda que combinou mobilização nas ruas, incidência política e articulação institucional, a entidade encerra o período reafirmando seu protagonismo na luta contra a violência de gênero e as desigualdades no mundo do trabalho.
A programação teve início no dia 1º de março, com a participação no Ato Memorial pela Vida das Mulheres, em São Paulo. A atividade reuniu movimentos sociais, lideranças sindicais e autoridades em um momento de denúncia e memória das vítimas de feminicídio. O destaque foi a inauguração de um mural de 200 metros em homenagem às mulheres assassinadas, transformando dor em símbolo de resistência.
Já no dia seguinte, a CTB esteve na abertura do Março Mulher, organizada pelo Fórum Nacional de Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT-CS), com uma grande mobilização na região do Brás, na capital paulista. A ação reforçou pautas centrais como o combate ao feminicídio, a defesa da Política Nacional do Cuidado e a igualdade salarial.
No campo institucional, março também foi marcado por uma ofensiva legislativa. A CTB articulou a apresentação de dois projetos de lei no Congresso Nacional voltados à proteção das mulheres trabalhadoras, com medidas contra a violência no ambiente laboral e incentivo à inclusão feminina em setores historicamente masculinizados. Além disso, a entidade também contribuiu com a proposta de uma “Ficha Limpa” para agressores de mulheres, buscando impedir que condenados ocupem cargos de poder e liderança.
Durante o mês, a central participou ainda de debates estratégicos, como o Seminário Brasil Pela Vida das Meninas e Mulheres, realizado no Palácio do Planalto, fortalecendo o diálogo com o governo federal e a sociedade civil sobre políticas de enfrentamento ao feminicídio.
O ponto alto das mobilizações ocorreu no 8 de Março, quando a CTB esteve presente em atos em diversas cidades do país. Sob o lema “Pela Vida das Mulheres”, as manifestações reuniram milhares de pessoas em defesa de direitos, contra a violência e por melhores condições de trabalho. A data também foi marcada pela reafirmação de pautas históricas, como igualdade salarial, redução da jornada e valorização do trabalho feminino.
Ao longo do mês, a entidade também se somou a mobilizações sociais, como os protestos contra o aumento dos casos de feminicídio, e reforçou a necessidade de políticas públicas mais efetivas diante do cenário alarmante de violência no país.
Encerrando março, a CTB projeta os próximos passos da organização das mulheres trabalhadoras, com destaque para a convocação do 7º Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora, que será realizado em maio, em São Paulo.
Para a central, o balanço do mês reforça que a luta das mulheres não se limita a uma data, mas é permanente. A combinação entre mobilização social, pressão institucional e construção de políticas públicas segue como caminho para enfrentar a violência, reduzir desigualdades e garantir dignidade para todas.
Assim, o Março das Mulheres se encerra, mas deixa como legado a intensificação da organização e da resistência — elementos fundamentais para avançar na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.


