A cidade de Salvador recebe, nesta terça-feira (1º), a 7ª edição da Marcha do Silêncio, um ato público em homenagem às vítimas da Ditadura Militar no Brasil e em defesa dos direitos humanos e da democracia.
Organizada pelo Grupo Tortura Nunca Mais Bahia, a atividade tem como objetivo manter viva a memória das pessoas que foram perseguidas, presas, torturadas e mortas durante o regime militar, além de reforçar a importância da luta por justiça e reparação histórica.
A programação tem início às 15h30, com concentração na Praça da Piedade, onde estão previstas apresentações artísticas, manifestações culturais, capoeira e poesia. Às 17h, os participantes seguem em cortejo pelas ruas da cidade, com archotes, faixas e distribuição de panfletos.
O ato será encerrado às 18h, com uma homenagem no Monumento aos Desaparecidos, incluindo a colocação de flores, cruzes e a leitura dos nomes das vítimas — um momento simbólico de memória e respeito.
Com o tema “Crime continuado. Lembrança permanente.”, a marcha reforça a necessidade de não esquecer os crimes cometidos durante o período ditatorial e de seguir denunciando práticas autoritárias ainda presentes na sociedade brasileira.
A organização destaca que o evento é também um chamado à população para fortalecer a luta por verdade, justiça e democracia. “É um dia de memória, mas também de resistência. Precisamos reafirmar, coletivamente, que tortura e ditadura nunca mais”, afirmam os organizadores.
A expectativa é de que o ato reúna militantes, familiares de vítimas, movimentos sociais e cidadãos comprometidos com a defesa dos direitos humanos.


