Nesta segunda-feira (6), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participou do “Debate em Defesa dos Dados Oficiais e da Soberania Nacional”, realizado na sede do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, em São Paulo.
A atividade reuniu diversas centrais sindicais — CSB, CUT, Força Sindical, Intersindical, NCST, UGT e Pública — em torno de um tema estratégico para o país: a defesa das pesquisas científicas, das estatísticas nacionais e das instituições públicas responsáveis pela produção de dados e conhecimento.
O encontro faz parte de um movimento mais amplo em defesa da soberania nacional, destacando a importância de garantir a integridade e a credibilidade das informações oficiais utilizadas na formulação de políticas públicas e na atuação das entidades representativas da classe trabalhadora.
Durante o debate, o secretário-geral da CTB, Ronaldo Leite, destacou o papel central dos dados oficiais para a atuação sindical e para a construção de políticas públicas eficazes.
“Os dados oficiais são fundamentais para a elaboração de políticas públicas e também para a atuação das nossas entidades. No cotidiano das políticas em nosso sindicato, utilizamos fortemente essas informações na defesa dos trabalhadores, pois são essenciais para embasar argumentos e fortalecer a luta por direitos”, afirmou.
Ronaldo também ressaltou que a qualidade e a credibilidade das instituições produtoras de dados são essenciais para o fortalecimento da democracia. “Precisamos de instituições que produzam dados com qualidade, que sejam robustas e que, assim como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sejam públicas e de grande credibilidade”, completou.
Ao abordar o cenário atual, o dirigente chamou atenção para os impactos da desinformação e das disputas de narrativas na sociedade. Segundo ele, a dificuldade em contestar dados concretos tem levado parte da população a buscar versões alternativas da realidade, associadas ao fenômeno da “pós-verdade”.
“Vivemos um momento de grande polarização, que acaba gerando disputas de narrativas. Quando não conseguem contestar os dados, muitas pessoas recorrem a versões alternativas. Por isso, nós, trabalhadores e o movimento sindical, precisamos defender as instituições que produzem esses dados”, disse.
O dirigente concluiu destacando que a valorização das instituições públicas é fundamental para garantir um debate público qualificado. “Só assim teremos condições concretas de combater a desinformação e assegurar que as discussões na sociedade sejam baseadas em evidências e na realidade”, finalizou.


