Por Adilson Araújo, presidente da CTB
O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 coloca a classe trabalhadora e o povo brasileiro diante de uma encruzilhada histórica: ou defendemos a nossa soberania nacional, ou entregamos o país de joelhos aos interesses do imperialismo norte-americano.
O que está em jogo em 25 de outubro não é apenas uma disputa de votos, mas uma resistência aberta contra uma notória, agressiva e criminosa interferência inaceitável dos Estados Unidos, que tentam a todo custo moldar os rumos políticos do Brasil para nos transformar novamente em colônia.
A ganância de Washington não conhece limites. Sob o comando de Donald Trump, os EUA deflagraram uma verdadeira guerra híbrida contra o nosso país: impuseram um tarifaço comercial covarde sob a farsa de que o golpista Jair Bolsonaro estaria sendo “injustiçado” e aplicaram sanções ilegais a autoridades e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Atenção para o que a Abin adverte
Sob o falso pretexto de “defender a liberdade de expressão”, o bilionário Elon Musk e o governo dos EUA financiam uma rede de extrema-direita, injetando milhões de dólares em campanhas de desestabilização institucional e promovendo reuniões secretas com influenciadores digitais para espalhar mentiras e atacar o Judiciário brasileiro.
A gravidade desse ataque foi desmascarada por quem tem o dever de proteger o Estado. O relatório reservado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), intitulado “Ameaças ao processo eleitoral de 2026” e enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Presidência, elevou para o nível máximo de “criticidade” o risco decorrente da interferência externa norte-americana.
O documento técnico detalha que a pressão de Washington é “gradual, combinada e adaptativa”. Em 2025, os EUA tentaram empurrar uma minuta de declaração conjunta ultrajante, exigindo que o Brasil não detivesse ou limitasse a participação de “dissidentes políticos” — uma tentativa explícita de anistiar golpistas e interferir na nossa Justiça, que tem sua independência assegurada pela Constituição.
Além disso, a Abin provou que as sanções americanas contra empresas nacionais usam o estrangulamento financeiro, o corte de acesso ao dólar e o risco de sanções secundárias para forçar o Brasil a um realinhamento geopolítico humilhante.
Essa engrenagem criminosa opera também na clandestinidade digital. O monopólio ianque manipula os algoritmos das redes sociais controladas pela Meta (Facebook, Instagram, WhatsApp) para sabotar o debate público e favorecer descaradamente a candidatura do miliciano Flávio Bolsonaro. A mais recente prova disso foi a censura imposta pela multinacional ao último episódio da série Revelando, do ICL, em que o MC Cabelinho mostra quem é o miliciano corrupto e filhinho de papai Flávio Bolsonaro.
Mas a nossa militância não se calou! Na segunda-feira (19), movimentos sociais e populares realizaram um ato histórico diante da sede da Meta, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, denunciando o roubo de dados, o impulsionamento ilegal de conteúdos da extrema-direita e o uso das big techs como laboratórios de intervenção eleitoral da CIA e do Departamento de Estado americano, o que por sinal não ocorre só no Brasil.
China e BRICS são alvos
A explicação para esta ofensiva é clara: o imperialismo americano está em franca decadência global e tenta reagir de forma violenta para recompor sua hegemonia na América Latina e no Caribe, buscando frear a ascensão e o avanço da China no continente e a consolidação do bloco do BRICS.
Eles usam de tudo, desde a classificação unilateral de organizações criminosas brasileiras como “narcoterroristas” até a intimidação militar, promovendo exercícios bélicos conjuntos na região. O subsecretário de Estado de Trump, Christopher Landau, viajou às pressas para o Paraguai e Argentina para alinhar bases aliadas, conseguindo que o Congresso paraguaio autorizasse de forma vergonhosa a entrada de tropas americanas com armas, transporte e imunidade diplomática em seu território.
O objetivo do império é saquear o que é nosso, capturando o que a Abin chamou de “ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas” — o nosso petróleo, a nossa tecnologia e as nossas riquezas minerais críticas, em especial as estratégicas terras raras. Os imperialistas não agem sozinhos, servem sua sopa venenosa com o tempero da traição.
O fantoche do imperialismo
E quem é o instrumento local dessa traição? Flávio Bolsonaro! Um fantoche patético que foi até os Estados Unidos, na conferência CPAC, prometer de bandeja a entrega das nossas terras raras para abastecer a indústria de defesa e os processadores militares norte-americanos. Ele é o candidato da entrega, do suborno e da humilhação nacional.
Não aceitaremos a servidão! A ingerência imperialista não é pela democracia; é pelo roubo do nosso solo, da nossa dignidade e do futuro dos nossos filhos. Esses traidores que se vestem de verde e amarelo não passam de lobos em pele de cordeiro, servindo a patrões estrangeiros.
No próximo domingo, o povo brasileiro vai dar uma resposta vigorosa nas urnas. O Brasil preza sua autodeterminação e vai enterrar o projeto colonial do imperialismo e do seu fantoche miliciano. Reelegeremos Luiz Inácio Lula da Silva para manter o Brasil altivo, forte e independente. O dia 25 de outubro será, com a força da nossa militância, o grande Dia da Virada!


