Dando sequência à série de artigos dedicada ao debate sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, publicamos o vigésimo segundo texto do dossiê, que aprofunda a reflexão sobre o impacto da exploração do trabalho na vida concreta da classe trabalhadora.
Neste artigo, Edivaldo Ramos de Oliveira analisa a campanha pelo fim da escala 6×1 como expressão contemporânea de uma luta histórica contra a apropriação da mais-valia e a intensificação das jornadas extenuantes impostas pelo neoliberalismo. A partir de uma leitura crítica da economia política e do processo histórico brasileiro, o autor evidencia como a subtração do tempo de vida dos trabalhadores se tornou um dos pilares centrais da acumulação capitalista.
Ao articular dados empíricos, referências teóricas clássicas e o recente protagonismo do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), o texto contribui para fortalecer a compreensão de que a redução da jornada não é apenas uma pauta trabalhista, mas um instrumento fundamental de humanização do trabalho, de defesa da saúde, da dignidade e do direito ao tempo livre.
Este artigo se soma às demais contribuições do dossiê como subsídio à ação sindical, ao debate público e à mobilização social em torno de um projeto de país que coloque a vida acima do lucro.


