Dando continuidade à série de artigos do dossiê Fim da Escala 6×1 e Redução da Jornada de Trabalho, publicamos o vigésimo terceiro texto, que aprofunda o debate sobre os impactos diretos da jornada excessiva na saúde física e mental da classe trabalhadora.
Neste artigo, Emerson Victor Hugo Costa de Sá e Francisco Péricles Rodrigues Marques de Lima analisam como a sobrecarga de trabalho se converte em adoecimento, acidentes e perda de qualidade de vida, evidenciando que o excesso de horas não é apenas um problema organizacional, mas uma questão estrutural de saúde pública e de direitos humanos. A partir de dados da fiscalização trabalhista, estudos em saúde ocupacional e experiências internacionais, os autores demonstram que jornadas prolongadas ampliam riscos e aprofundam desigualdades.
O texto destaca que a redução da jornada de trabalho, além de uma reivindicação histórica da classe trabalhadora, é uma estratégia concreta para a promoção de ambientes laborais mais seguros, saudáveis e produtivos. Ao articular saúde, dignidade e organização do tempo de trabalho, o artigo reforça que a luta contra a escala 6×1 está diretamente vinculada ao direito à vida, ao descanso e ao trabalho decente.
Esta contribuição se soma ao conjunto de reflexões do dossiê como subsídio fundamental para o debate público, a ação sindical, a formulação de políticas públicas e a construção de um projeto de sociedade que coloque a vida acima do lucro.



