Convoca-se à mobilização contra o terror imperialista, em defesa da Venezuela e da soberania dos povos

É preciso manifestar a mais vigorosa repulsa ao ato de terrorismo imperialista perpetrado pelos Estados Unidos contra a Venezuela.

Ao mesmo tempo, conclamar a classe trabalhadora e as forças democráticas e patrióticas a uma ampla mobilização em defesa do direito dos povos e nações à autodeterminação.

Sob o governo Trump, na vã tentativa de reverter a decadência econômica, os Estados Unidos praticam uma política externa que configura o que podemos chamar de imperialismo sem máscara.

Os povos e nações da América Latina e Caribe são hoje suas principais vítimas, como já sugeria o sinistro documento sobre segurança nacional divulgado pela Casa Branca em novembro, que traduz o desejo de impor em pleno século 21 os propósitos colonialistas da malfadada Doutrina Monroe, esboçada dois séculos atrás e que previa o domínio de todo continente pelos imperialistas de Washington.

Aos demais países seria subtraída a soberania nacional e a vontade popular.

A guerra contra a Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa são até o momento as iniciativas mais radicais e perversas do imperialismo nesta direção.

A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo e o governo Trump não esconde ou disfarça a intenção de se apoderar dessa inestimável riqueza natural.

A República Bolivariana não é o alvo único ou exclusivo do imperialismo, que ameaça abertamente o direito à soberania nacional em todo o continente e tem também por objetivo conter a ascensão e crescente influência da China.

A luta contra o imperialismo e a guerra, em defesa da paz e da autodeterminação das nações, consagrada no direito internacional que os Estados Unidos estão atropelando, está na ordem do dia.

A classe trabalhadora brasileira e os povos e nações da Nossa América devem se mobilizar e unir forças para derrotar o imperialismo e assegurar que os destinos das nações seja definido soberanamente pelos seus povos, sem ingerência de potências estrangeiras.

Adilson Araújo, é presidente Nacional (licenciado) da CTB

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