Há mais de 200 anos, o povo baiano e turistas de todo o país participam da tradicional Lavagem do Bonfim, uma das maiores manifestações religiosas e culturais da Bahia. O evento é marcado por um cortejo de cerca de oito quilômetros, que sai da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, no bairro do Comércio, até a Colina Sagrada, onde está localizada a Igreja do Senhor do Bonfim.
Além dos fiéis, a caminhada reúne, todos os anos, lideranças e entidades dos movimentos sociais e do sindicalismo baiano, entre elas a CTB Bahia e sindicatos filiados. As bandeiras de luta da classe trabalhadora se misturam aos pedidos e manifestações populares, em uma celebração que une fé, tradição, cultura e política, conectando o sagrado e o profano.
Neste ano, os sindicatos reforçaram a defesa do fim da escala 6×1, com a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, além de conclamarem a unidade das forças progressistas para as eleições de outubro. Entidades representativas dos servidores públicos também exigiram valorização das categorias e repudiaram a proposta de reforma administrativa em tramitação no Congresso Nacional.
Fé, cultura e política
“A CTB e suas entidades participam da festa do Bonfim para reafirmar a luta pelo fim da escala 6×1, derrotar a extrema-direita e eleger mais deputados e senadores comprometidos com a soberania nacional e com a pauta da classe trabalhadora. Também expressamos nossa solidariedade ao povo venezuelano, vítima de uma invasão covarde promovida pelos Estados Unidos, sob o comando de Donald Trump”, destacou Jairo Araújo, dirigente da CTB Bahia e presidente da FEC Bahia.
Para o coordenador-geral da APLB, Rui Oliveira, a presença dos trabalhadores na Lavagem do Bonfim é histórica e carrega um significado profundo. “É importante caminhar com o povo e levar uma mensagem que une fé, cultura popular e reivindicação política. Essa é a marca da presença dos trabalhadores da Educação e de outras categorias na festa do Bonfim: a voz de quem constrói diariamente a Bahia, pedindo proteção, respeito e reconhecimento de direitos”, afirmou.
O cortejo contou ainda com a presença de grupos religiosos, ativistas e manifestações culturais, além de autoridades políticas, como o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT); o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos; a vereadora Aladilce Souza; os deputados federais Alice Portugal e Daniel Almeida (PCdoB); e a deputada estadual Olívia Santana.
Com informações: CTB-BA.


