Por: Professora Francisca
No ano passado escrevi um artigo sobre a questão da atribuição de aulas no ensino oficial do estado São Paulo e disse que era a pior atribuição da nossa história, Peço desculpas, Errei. Porque não acreditei que o governador Tarcísio de Freitas com o seu secretário da Educação, o empresário Renato Feder, pudessem fazer pior.
Pois bem. Fizeram. Conseguiram se superar no que há de pior na questão do desrespeito aos profissionais da educação do estado. A atribuição deste ano não é simplesmente a pior da história. É muito mais prejudicial do que isso.
Essa atribuição desrespeita qualquer critério de inteligência e trata as professoras e os professores com um total desrespeito à dignidade humana. O estado de São Paulo despreza a educação pública para beneficiar os tubarões da educação, que financiam campanhas eleitorais de quem os favorece.
Tarcísio de Freitas sabe disso e mantém Feder na Secretaria porque ele atende os interesses eleitoreiros do governador fascista. Desde o início esse governo vem cortando verbas da educação pública e de todas as políticas sociais, inclusive de segurança e de cuidados com as mulheres.
Nem mesmo a realização de um concurso público foi capaz de tirar da mente deles a visão puramente empresarial da educação. Vendem escolas, passando dinheiro público para empresas privadas, que assim, só ganham e a educação só perde em qualidade e os profissionais perdem em condições de trabalho, quem em nosso estado são as piores possíveis são desumanas.
O concurso público não serviu nem para a efetivação dos profissionais que eles chamam de “temporários” e têm contratos vis, sem nenhum direito trabalhista e podem ser demitidos a qualquer momento, sem nenhuma explicação.
Criaram um sistema de avaliação autoritário, que deixa nas mãos de diretoras e diretores de escolas, que por melhor que sejam, são humanos e avaliam de acordo com critérios subjetivos.
Nós lutamos pela efetivação de todos os concursados aprovados até o preenchimento de todas as vagas necessárias para suprir a demanda. Queremos gestão democrática, com amplo diálogo com todas e todos, uma avaliação criteriosa, objetiva e democrática.
Precisamos de condições de trabalho que nos propicie aprimorar as nossas aulas, com jornada justa, coma possibilidade de ser feito tudo na escola. Queremos escolas bem estruturadas, salas de aula ambientadas e sem superlotação. E também uma atribuição justa, transparente, honesta e eficiente.
Como gosta Feder de usar semáforo de trânsito para torturar professoras e professores, dou cartão vermelho para eles, sem sequer amarelo, porque no futebol quem apela sem medidas recebe cartão vermelho.
Eles conseguiram piorar o que já estava péssimo e fazem a pior atribuição de aulas da história do estado. A atribuição de Tarcísio e Feder fazem mal para a educação e para a saúde.
Professora Francisca é diretora da Secretaria de Assuntos Educacionais e Culturais da Apeoesp – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, secretária executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE), secretária-adjunta de Finanças da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e diretora da CTB-SP.


