A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) reafirma sua defesa do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho sem redução de salários. Essa é uma pauta histórica do movimento sindical e uma necessidade urgente para melhorar a qualidade de vida da classe trabalhadora.
Nos últimos dias, a proposta passou a enfrentar resistência pública de lideranças partidárias. Reportagem do Valor Econômico informa que os presidentes nacionais do PL, Valdemar Costa Neto, e do União Brasil, Antônio Rueda, teriam afirmado a empresários que vão atuar para barrar o avanço do projeto já na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Para nós, essa posição deixa evidente a escolha política de priorizar interesses empresariais em detrimento da saúde, do bem-estar e dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. A escala 6×1 impõe desgaste físico e mental, compromete o convívio familiar e limita o acesso ao lazer, à formação e à participação social.
Reduzir a jornada não é retrocesso — é avanço civilizatório. Diversos países já discutem ou implementam jornadas menores, acompanhando os ganhos de produtividade proporcionados pelas novas tecnologias. O Brasil não pode ficar preso a um modelo que concentra renda e amplia desigualdades.
Barrar o debate na CCJ significa impedir que a sociedade discuta um tema que impacta milhões de brasileiros. Defendemos que o projeto seja amplamente debatido no Congresso Nacional, com transparência e participação popular.
Seguiremos mobilizados, dialogando com parlamentares e com a sociedade, porque a luta pela redução da jornada é parte da construção de um país mais justo, com desenvolvimento e dignidade para quem vive do trabalho.


