A Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS), espaço que reúne as principais organizações de trabalhadores da região, manifestou total respaldo e solidariedade ativa às centrais argentinas Confederación General del Trabajo (CGT), Central de Trabajadores de la Argentina – Trabajadores (CTA-T) e Central de Trabajadores de la Argentina Autónoma (CTA-A), bem como a todo o povo trabalhador da República Argentina, na jornada de Greve Nacional e mobilização.
Em comunicado internacionalista, a CCSCS afirma que a região observa com preocupação o avanço de um projeto político que pretende desmontar décadas de conquistas sociais no país vizinho. A reforma trabalhista impulsionada pelo governo de Javier Milei, atualmente em tramitação legislativa, é apontada como um ataque direto à dignidade do trabalho.
Segundo a entidade, sob o argumento de ampliar a liberdade econômica, o projeto busca impor a precarização das relações de trabalho, facilitar demissões, limitar o direito constitucional de greve e enfraquecer a negociação coletiva.
A CCSCS reafirma que não há desenvolvimento econômico possível baseado na exclusão social e na retirada de direitos. A experiência histórica do Cone Sul demonstra que a flexibilização trabalhista aprofunda a pobreza e a desigualdade, sem cumprir a promessa de geração de emprego digno.
O comunicado também denuncia protocolos de segurança e medidas de intimidação contra trabalhadores e suas organizações, ressaltando que a mobilização social é um pilar fundamental da democracia e deve ser respeitada, não criminalizada.
Dos países irmãos do Cone Sul, a CCSCS reforça que a luta dos trabalhadores argentinos é parte de uma batalha comum em defesa da justiça social e da integração soberana da América Latina.
Montevidéu, 19 de fevereiro de 2026.
Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul – CCSCS


