CTB-PR PARTICIPOU DO 8M EM CURITIBA

Pela vida das mulheres, contra o imperialismo, por democracia, soberania e pelo fim da escala 6×1: essas foram as pautas que levaram centenas de mulheres às ruas em Curitiba neste último domingo, 8 de março.

O “8M” de Curitiba é um evento organizado pela Frente Feminista, composta por diversos movimentos, organizações e mandatos de mulheres que se dedicam à luta pela efetivação de políticas públicas e ampliação dos direitos das mulheres no Paraná e no Brasil.

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-PR) marcou presença na organização e na execução desse grande e importante ato, fazendo um chamado para que mais mulheres façam parte da luta organizada por direitos, através dos sindicatos, movimentos e da política. Destaca-se no processo de organização  do Ato 8M a participação da Secretária de Finanças da CTB- PR, Vera Manica e da Secretária adjunta da Mulher Trabalhadora da CTB-PR, Camila Valentim, que no início do manifesto reforçou em seu discurso o compromisso da CTB com as mulheres trabalhadoras, especialmente pelo fim da escala 6×1, pelo reconhecimento do trabalho doméstico e pelo fim do feminicídio. Lembrou ainda que as mulheres são maioria em número no Brasil, geram vida, sustentam e movimentam a sociedade. Sendo assim, não podem aceitar que suas histórias sejam apagadas; precisam continuar unidas para garantir o pleno poder de decidir sobre questões que envolvem suas vidas. Também estiveram presentes durante a caminhada o Presidente da CTB- PR Alexandre Húngaro e a Secretária da Juventude da CTB-PR e Secretária Geral da FETAEP Tainá Guanini.

É preciso lembrar que, embora tenha sido uma data oficializada apenas em 1975 pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, celebrado em 8 de março, tem raízes nas reivindicações socialistas. A ideia de promover um dia internacional das mulheres surgiu durante a Segunda Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhague, na Dinamarca, em 1910. A proposta partiu de Clara Zetkin, uma militante socialista e feminista que percebia o 8 de março como estratégia para internacionalizar a luta pelo direito ao voto, pela igualdade de gênero e pelo socialismo. Alguns anos depois, Zetkin se tornou deputada pelo Partido Comunista Alemão no Reichstag, de 1920 a 1933, e, mesmo com sua saúde já debilitada, dedicou-se a combater o fascismo.

Clara Zetkin, assim como as trabalhadoras russas que marcharam em 1917 por “Pão e Paz”, mudando a história da Rússia, são pouco lembradas pelas histórias amplamente contadas no sentido de divulgar a importância do Dia Internacional da Mulher. Por muitos anos foi comum escutar apenas a trágica e assustadora história das trabalhadoras americanas que, em 1910, ao reivindicar seus direitos, foram mortas em um incêndio criminoso, um verdadeiro aviso ao mundo para que as mulheres não continuassem se movimentando para obter mais direitos. A história dessas trabalhadoras, em sua maioria imigrantes judias e italianas, muito jovens, nos dias atuais foi ressignificada e hoje motiva mulheres a seguirem na militância, mas já foi um aviso para exemplificar o quanto ser feminista e se aliar a movimentos por direitos poderia ser algo perigoso.

Atualmente, a estratégia da sociedade patriarcal e capitalista é tentar fazer parecer que o 8 de março é um dia pacifista, cor-de-rosa, em que se fala sobre flores e respeito, o que torna evidente a tentativa de apascentar as mulheres, falando de beleza, cuidados estéticos e respeito. As mulheres querem, sim, respeito e precisam de tempo para o autocuidado, mas, sobretudo, querem viver com dignidade e ter acesso à educação, à saúde e ao trabalho.

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