Dirigente do Sintaema-SP representa a Central em agenda com trabalhadores cubanos e entrega de doações
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil ampliou sua atuação internacional ao integrar uma ampla jornada de solidariedade a Cuba, que mobiliza organizações políticas, movimentos sociais e entidades populares de diversos continentes. A iniciativa culmina na Conferência Internacional de Solidariedade a Cuba, marcada para os dias 19 a 21 de março, em Havana.
Representando a Central, o dirigente sindical José Mairton Pereira Barreto, o Mairton Barreto, participou da agenda no país entre os dias 3 e 15 de março. Diretor do Sintaema-SP, ele esteve em frente ao Capitólio de Havana, onde, em nome da CTB nacional e do presidente Adilson Araújo, manifestou solidariedade ao povo cubano e criticou o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos.
“Estamos aqui em defesa desse povo trabalhador, contra qualquer tipo de embargo que penaliza a classe trabalhadora”, afirmou o dirigente, reforçando o posicionamento da CTB.
A agenda incluiu ainda a entrega de medicamentos arrecadados pela Central no dia 3 de março, destinados à Central de Trabajadores de Cuba, fortalecendo os laços entre as entidades sindicais dos dois países.
Mobilização internacional e apoio concreto
A participação da CTB ocorre no contexto de uma crescente mobilização internacional organizada por redes como a Internacional Progressista e o Foro de São Paulo, reunindo partidos, sindicatos e movimentos sociais da América Latina, Europa e até dos Estados Unidos.
Segundo a cientista política Ana Prestes, o momento vivido por Cuba é crítico. “O bloqueio mais grave que já ocorreu está em curso. É uma prioridade emergencial”, destacou.
Além do caráter político, a mobilização tem foco em ações concretas de solidariedade. Entre os principais itens enviados estão medicamentos, alimentos básicos, produtos de higiene e equipamentos para geração de energia, como painéis solares — considerados essenciais diante da crise energética enfrentada pela ilha.
Flotilha e resistência ao bloqueio
Um dos principais símbolos da mobilização é a chegada da Flotilha Nuestra América, prevista para 21 de março em Havana. A iniciativa busca romper, de forma simbólica e prática, o bloqueio econômico ao levar ajuda humanitária diretamente ao país.
A ação reforça o caráter internacionalista da campanha, que denuncia o embargo — intensificado durante o governo de Donald Trump — como uma forma de guerra econômica que impacta diretamente a vida da população cubana, afetando setores como saúde, transporte e produção de alimentos.
Mobilização no Brasil e papel da CTB
No Brasil, a campanha de solidariedade envolve diversas organizações, entre elas a União Nacional dos Estudantes, além da própria CTB, movimentos sociais e partidos progressistas. As ações incluem arrecadação de doações e articulações políticas para ampliar o apoio ao país caribenho.
Entre as prioridades está também a pressão para que governos da região contribuam com o envio de combustível a Cuba, diante da escassez que tem agravado a crise energética.
Luta internacional da classe trabalhadora
Para a CTB, a participação na jornada reforça o papel da solidariedade internacional como instrumento de resistência e unidade entre os trabalhadores. A Central também integra o calendário de mobilizações no Brasil, que inclui atos, campanhas e iniciativas ao longo de 2026 em defesa de Cuba.
“A luta é pra valer, juntos até a vitória”, concluiu Mairton Barreto, sintetizando o espírito da participação da CTB na mobilização global.
A iniciativa evidencia que, diante do endurecimento do embargo, a resposta dos movimentos sociais e sindicais segue sendo a organização e a solidariedade ativa — reafirmando que Cuba não está só.


