O apoio ao fim da escala 6×1 segue crescendo no Brasil e já alcança ampla maioria da população. Pesquisa do Datafolha mostra que 71% dos brasileiros são favoráveis à redução do número máximo de dias de trabalho na semana, enquanto 27% são contrários e 3% não souberam opinar.
O levantamento indica avanço em relação à pesquisa anterior, realizada em dezembro de 2024, quando 64% apoiavam a medida. Ao todo, foram ouvidas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 137 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Os dados revelam que o apoio é majoritário em diferentes segmentos. Entre trabalhadores que atuam até cinco dias por semana, 76% defendem o fim da escala 6×1. Já entre aqueles que trabalham seis ou sete dias, o índice é de 68%.
A percepção sobre os impactos da mudança também é, em grande parte, positiva. Para 76% dos entrevistados, a redução da jornada teria efeito ótimo ou bom na qualidade de vida. Além disso, 68% acreditam que haveria benefícios pessoais diretos, enquanto metade dos entrevistados avalia que a medida pode trazer efeitos positivos para a economia.
O debate sobre a jornada de trabalho está em pauta no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem como prioridade a redução da carga semanal de 44 para 40 horas, sem redução de salários. Segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a regulamentação da escala deve ocorrer por meio de negociação coletiva.
No Congresso Nacional, também tramitam propostas mais amplas, como a apresentada pela deputada Erika Hilton, que prevê a redução da jornada para 36 horas semanais.
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil avalia que o crescimento do apoio popular reforça o caráter urgente da pauta. A Central defende a redução da jornada sem diminuição salarial e destaca que o fim da escala 6×1 é uma reivindicação histórica da classe trabalhadora, fundamental para garantir mais qualidade de vida, saúde e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
Para a CTB, a mobilização social e a pressão sobre o Congresso serão decisivas para transformar o apoio da maioria da população em avanços concretos na legislação trabalhista.


