CTB destaca luta das mulheres e cobra políticas diante de alta de feminicídios

Crédito: Divulgação/MTST

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) manifestou apoio às mobilizações realizadas nesta quinta-feira (19) por mulheres do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que bloquearam importantes avenidas de São Paulo em protesto contra o aumento da violência de gênero no país.

A ação integra a Jornada Nacional Basta de Feminicídio, realizada simultaneamente em São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, e denuncia o avanço dos casos de feminicídio e outras formas de violência contra as mulheres.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam um cenário preocupante: no estado de São Paulo, os feminicídios cresceram 96,4% entre 2021 e 2025. Em todo o país, o aumento foi de 14,5% no mesmo período, além da alta em crimes como ameaça, perseguição, violência psicológica e estupro.

Para a secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, Kátia Branco, o momento exige ação firme do Estado e mobilização social: “A CTB se soma a essa luta porque estamos falando de uma crise social grave. O aumento dos feminicídios é resultado direto da falta de políticas públicas eficazes e do avanço de uma cultura machista que precisa ser enfrentada com seriedade.”

Segundo ela, o papel do movimento sindical é central nesse enfrentamento: “A classe trabalhadora não pode aceitar que as mulheres sigam sendo vítimas de violência dentro e fora de casa. É preciso fortalecer as políticas de proteção, garantir orçamento e ampliar o acesso à justiça. Essa é uma pauta de toda a sociedade.”

A dirigente também ressaltou a importância da organização das mulheres nas ruas: “As mobilizações mostram que as mulheres não estão dispostas a recuar. A luta contra o feminicídio precisa ser permanente, articulada e com participação ativa dos movimentos sociais e sindicais.”

Medidas precisam avançar

No campo institucional, o Senado aprovou um projeto que prevê o uso imediato de tornozeleira eletrônica para agressores em casos de violência doméstica com risco à vítima. A proposta ainda aguarda sanção presidencial.

Para a CTB, embora a medida represente um avanço, ela não resolve o problema de forma estrutural. A central defende a ampliação das Delegacias da Mulher com funcionamento 24 horas, mais casas de acolhimento e investimento contínuo em políticas de prevenção.

 

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