CTB destaca saúde integral do trabalhador no Dia Mundial da Saúde

No Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) reforça a importância de uma abordagem ampla sobre a saúde da classe trabalhadora, indo além da prevenção de acidentes e incorporando o debate sobre as condições reais de trabalho e seus impactos na vida das pessoas.

A data, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é um momento de reflexão sobre políticas públicas e práticas que garantam qualidade de vida. Para a CTB, isso passa diretamente pela forma como o trabalho é organizado e pelas condições oferecidas aos trabalhadores e trabalhadoras.

A secretária nacional de Saúde da CTB, Dani Moretti, destaca que o debate precisa ser ampliado e articulado com a campanha Abril Verde.

“O Abril Verde precisa ser compreendido para além da prevenção imediata de acidentes. Quando dialoga com o Dia Mundial da Saúde, ele nos convida a olhar o processo saúde-doença de forma integral, entendendo como o trabalho impacta o bem-estar físico, mental e social dos trabalhadores.”

Segundo ela, é necessário avançar na compreensão dos fatores que levam ao adoecimento, especialmente aqueles que vão além dos riscos mais visíveis.

“Não se trata apenas de riscos físicos ou químicos, mas também da organização do trabalho, do ritmo, das pressões e, principalmente, dos fatores psicossociais que hoje estão no centro do adoecimento.”

A dirigente também chama atenção para o papel contraditório do trabalho na vida das pessoas, podendo tanto promover bem-estar quanto gerar sofrimento.

“O trabalho pode ser um espaço de realização e felicidade, mas também pode gerar sofrimento — e é essa contradição que precisamos enfrentar.”

Diante desse cenário, a CTB defende políticas e práticas que promovam a saúde de forma integral, com foco na prevenção e no cuidado contínuo.

“É fundamental avançar na promoção da saúde integral, com pausas adequadas, alimentação saudável e suporte psicossocial efetivo.”

A entidade também reforça a necessidade de responsabilização das empresas e fortalecimento da participação dos trabalhadores nos espaços de decisão.

“A CTB não abre mão da implementação das normas que tratam dos riscos psicossociais, do combate ao assédio moral e do fortalecimento da participação dos trabalhadores, por meio da CIPA, dos SESMTs e das comissões de saúde.”

Para Dani Moretti, o debate sobre saúde no trabalho precisa ir além de medidas básicas de proteção.

“Mais do que distribuir EPIs, queremos ambientes de trabalho que não adoeçam. Precisamos prevenir não só acidentes, mas também o sofrimento silencioso que afeta tantos trabalhadores.”

Neste contexto, o Abril Verde ganha ainda mais relevância como um período de mobilização e conscientização.

“O Abril Verde deve ser, acima de tudo, um momento de reflexão e de compromisso com a vida, com a saúde integral e com condições dignas de trabalho.”

Para a CTB, o fortalecimento de políticas públicas voltadas à saúde do trabalhador é essencial para garantir dignidade e qualidade de vida, com atenção especial aos riscos psicossociais, cada vez mais presentes no cotidiano laboral.

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