A direção da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP) se reuniu nesta segunda-feira (06) para organizar as próximas ações da central e debater a conjuntura política e sindical. O encontro definiu prioridades para o primeiro semestre de 2026, com destaque para a mobilização nacional da classe trabalhadora, o 1º de Maio e a participação em atividades sociais e sindicais.
Um dos principais pontos do encontro foi a organização da participação na Marcha da Classe Trabalhadora, convocada para o próximo dia 15 de abril, em Brasília. A mobilização deve reunir centrais sindicais de todo o país em defesa de uma pauta que inclui a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, o fim da escala 6×1, a regulamentação do trabalho por aplicativos e o combate à pejotização.
Também integram a pauta a valorização do trabalho rural, o fortalecimento da agricultura, o direito à negociação coletiva para servidores públicos e o enfrentamento ao feminicídio, além da defesa da paz e posicionamento contra a guerra.
Para garantir a presença da delegação paulista, a CTB-SP organizará o envio de dois ônibus, sendo um com saída da capital e outro de Ribeirão Preto. A direção também avalia a inclusão de paradas no interior para ampliar a participação de trabalhadores de outras regiões do estado.
Durante a reunião, outro tema que gerou debate foi a organização do 1º de Maio. Neste ano, não haverá ato unificado entre as centrais sindicais. Diante disso, a direção da CTB-SP discutiu diferentes possibilidades de mobilização, como a realização de uma semana de atividades nas bases, com panfletagens e ações em locais de trabalho, além de eventos públicos e atividades culturais. A definição do formato ainda será consolidada pela executiva da central.
A agenda do período também inclui o 7º Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora da CTB, que será realizado em São Paulo, nos dias 29 e 30 de maio. O evento deve reunir lideranças de todo o país para debater temas como igualdade salarial, condições de trabalho, soberania nacional e o cenário político.
Segundo o presidente da CTB São Paulo, Rene Vicente, o momento exige mobilização e unidade da classe trabalhadora. “Estamos diante de um período decisivo, que exige organização, presença nas ruas e fortalecimento das nossas pautas. A CTB tem um papel fundamental na construção dessa unidade e na defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.”
Além dos temas centrais, a reunião trouxe informes sobre o calendário sindical. Entre eles, as eleições do Sindicato dos Marceneiros de São Paulo, marcadas para maio, e a mobilização dos trabalhadores da educação, com ato convocado em frente à Prefeitura no dia 9 de abril.
Ao final, a direção reforçou a importância da unidade e da mobilização para enfrentar os desafios colocados à classe trabalhadora no atual cenário, destacando o papel da CTB na organização das lutas e na defesa dos direitos.
📌 Agenda de mobilizações
- 09/04 – Ato da Educação (Sedin/SINPEEM), às 14h, em frente à Prefeitura de São Paulo
- 15/04 – Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília
- 01/05 – Atividades do Dia do Trabalhador (formato em definição pela CTB-SP)
- 14 e 15/05 – Eleições do Sindicato dos Marceneiros de São Paulo
- 29 e 30/05 – 7º Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora da CTB, em São Paulo


