A recente derrota eleitoral do primeiro-ministro Viktor Orbán, na Hungria, representa um duro golpe para a extrema direita internacional. Após anos no poder, o líder húngaro, conhecido por suas posições autoritárias e alinhamento com figuras como Donald Trump e Jair Bolsonaro, foi derrotado nas urnas, evidenciando o desgaste desse campo político em diferentes partes do mundo.
Para o secretário de Assuntos Internacionais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nivaldo Santana, o resultado tem forte impacto global e dialoga diretamente com o cenário brasileiro.
“A extrema-direita mundial sofreu um grande abalo com a acachapante derrota de Orbán, na Hungria. Do mesmo time de Trump e do Bolsonaro, esta derrota se soma ao desgaste e isolamento político de Trump e dos seus vassalos bolsonaristas no Brasil”, afirmou.
A avaliação reforça a leitura de que há um movimento de refluxo das forças de extrema direita, marcado por derrotas eleitorais, perda de apoio popular e crescente isolamento político. No caso da Hungria, a saída de Orbán do poder simboliza o enfraquecimento de um dos principais expoentes desse campo na Europa.
No Brasil, o cenário também aponta para desafios semelhantes. Após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022, setores ligados ao bolsonarismo seguem atuando, mas enfrentam desgaste político e dificuldades de reorganização.
Para a CTB, o momento exige atenção e mobilização. A experiência internacional demonstra que, mesmo após períodos prolongados no poder, projetos autoritários podem ser derrotados com organização popular e unidade das forças democráticas.
A leitura é de que o exemplo húngaro reforça a importância da luta política no Brasil, especialmente diante das próximas disputas eleitorais. Entre os principais desafios para o próximo período está o combate à desinformação, apontada como um dos fatores centrais nas disputas recentes e que deve seguir influenciando o cenário político. O enfrentamento à extrema direita, segundo a central, passa pela defesa da democracia, dos direitos sociais e da soberania nacional, com protagonismo da classe trabalhadora.


