Centrais intensificam mobilização para garantir avanço no fim da escala 6×1

As centrais sindicais participaram, no dia 5 de maio, de uma reunião realizada na Liderança do Governo na Câmara dos Deputados com o relator da comissão especial sobre a escala 6×1 Leo Prates, o presidente Deputado Alencar Santana e o líder do governo na Casa, Deputado Paulo Pimenta, para discutir a tramitação da proposta que enfrenta a escala de trabalho 6×1.
O encontro confirmou a intenção política de votar a matéria ainda em maio, com articulação direta do presidente da Câmara, Hugo Motta. O calendário prevê a apresentação do relatório por volta do dia 21 e a votação em plenário até o dia 27.

Durante a reunião, foi destacada a importância das audiências públicas como parte do processo de construção do relatório. A primeira já está confirmada para o dia 7 de maio, às 10h, na Assembleia Legislativa da Paraíba, marcando o início de uma série de debates que também devem ocorrer em outros estados, como Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo.

O governo federal, por meio do líder Paulo Pimenta, reafirmou que considera o tema prioritário e alinhado ao compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a classe trabalhadora. Segundo ele, trata-se de uma pauta com forte impacto social, especialmente sobre setores mais precarizados, onde há grande presença de mulheres e baixos salários.

Além do calendário institucional, a reunião apontou para uma intensificação da mobilização sindical nas próximas semanas, com atos, audiências e ações de pressão sobre o Congresso Nacional. Também está prevista a participação das centrais sindicais na comissão especial no dia 20 de maio, quando poderão apresentar suas posições diretamente aos parlamentares.

O relator solicitou ainda o envio de subsídios técnicos por parte das entidades sindicais, incluindo exemplos de modelos alternativos de jornada de trabalho, como a escala 5×2, para contribuir na elaboração do parecer.
Outro ponto de atenção destacado foi a natureza da proposta, que pode tramitar como emenda constitucional. Nesse caso, o texto aprovado pelo Congresso não passa por sanção presidencial, o que reforça a importância da atuação das centrais na fase atual de elaboração do relatório.

Para o secretário-geral da CTB, a mobilização será decisiva neste momento. “Estamos diante de uma oportunidade histórica de avançar na redução da jornada de trabalho no Brasil. Mas isso não virá sem pressão organizada. É fundamental que as centrais estejam mobilizadas, atuando no Congresso e nos estados, para garantir que o texto final represente de fato um avanço para a classe trabalhadora”, afirmou Ronaldo Leite.

A luta pela redução da jornada de trabalho segue como uma das principais bandeiras do movimento sindical e ganha novo fôlego diante da possibilidade concreta de avanço no Congresso Nacional.

 

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