A Universidade de São Paulo (USP), responsável por mais de 20% da produção científica do país e pela formação de milhares de profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS), na educação e na indústria nacional, constitui patrimônio estratégico do povo brasileiro.
Por isso, as Centrais Sindicais vêm a público manifestar apoio e solidariedade à greve dos estudantes da Universidade de São Paulo (USP).
Em defesa da universidade pública, gratuita, democrática e de qualidade, o movimento reivindica:
- Manutenção da moradia estudantil e dos restaurantes universitários;
- Contratação de docentes e técnicos;
- Combate aos cortes orçamentários.
A greve ocorre em meio ao avanço de políticas de desmonte da universidade pública promovidas pelo Governo do Estado de São Paulo, dentro de uma lógica que prioriza os interesses do mercado em detrimento dos direitos sociais, da valorização do serviço público e do fortalecimento da educação, da ciência e da saúde pública.
A pauta apresentada pelos estudantes dialoga diretamente com os interesses da classe trabalhadora, ao defender serviços públicos de qualidade, inclusão social, desenvolvimento nacional e ampliação de direitos.
Diante disso, as Centrais Sindicais decidem:
- Reconhecer a legitimidade da paralisação como instrumento histórico de luta e mobilização social;
- Convocar sindicatos, federações e confederações a prestar solidariedade ativa ao movimento estudantil, divulgando suas reivindicações, participando das mobilizações e oferecendo suporte político à luta;
- Cobrar do Governo do Estado de São Paulo e da Reitoria da USP a abertura imediata de negociações, o fim dos cortes e a recomposição do orçamento das universidades;
- Reafirmar que defender a USP é defender o desenvolvimento nacional, a produção científica, o emprego, o SUS, a educação pública e a soberania do país;
- Cobrar o fim da repressão policial contra os grevistas e a garantia da autonomia universitária.
Estudantes e trabalhadores unidos em defesa dos direitos sociais e contra o sucateamento dos serviços públicos essenciais.
Nenhum direito a menos!
São Paulo, 09 de maio de 2026.
Assinam esta nota:
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)
José Gozze, presidente da Pública
Atnágoras Teixeira Lopes, secretário-executivo da CSP-Conlutas
Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical
Emanuel Melato, presidente da Intersindical Instrumento de Luta


