Debate promovido pelo Cesit/Unicamp reuniu pesquisadores, representantes sindicais e especialistas para discutir os impactos da redução da jornada e fortalecer a luta pela aprovação da PEC que propõe 40 horas semanais sem redução salarial
Na tarde desta sexta-feira (15), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) marcou presença no seminário “Trabalhar para viver ou viver para trabalhar”, promovido pelo Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), no Auditório do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em Campinas (SP).
O encontro reuniu pesquisadores, docentes, representantes das centrais sindicais e especialistas para aprofundar o debate sobre as condições do mundo do trabalho e a urgente necessidade de avançar na redução da jornada laboral, com destaque para o fim da escala 6×1 e a defesa da jornada semanal de 40 horas, sem redução salarial.
A programação do seminário contou com a abertura oficial pela manhã, seguida da apresentação do Dossiê sobre o fim da escala 6×1, um estudo elaborado pelo Instituto de Economia da Unicamp com mais de 32 artigos que analisam os impactos da redução da jornada sob diferentes perspectivas, como saúde do trabalhador, geração de renda, produtividade e qualidade de vida.
Também foram realizadas mesas de debate sobre a síntese dos estudos apresentados, o papel do Estado no debate sobre redução da jornada e a construção política da pauta no Congresso Nacional.
Representando a CTB no evento, o presidente da CTB São Paulo, Rene Vicente, destacou a importância da unidade entre as centrais sindicais e da intensificação da mobilização popular para pressionar o Congresso Nacional.

“O seminário traz uma reflexão sobre as condições do mundo do trabalho e a necessidade de avançar na redução da jornada de trabalho. A CTB reafirma a necessidade da unidade de luta das centrais sindicais e o empenho total na mobilização para gerar pressão e forçar o Congresso a votar a PEC do governo federal, que pode trazer um ganho histórico para a classe trabalhadora. Redução da jornada para 40 horas semanais já, sem redução de salário, com o fim da escala 6×1 já!”, afirmou Rene.
O secretário-geral adjunto da CTB Nacional, Fabio Oliveira, também ressaltou a relevância política e acadêmica do encontro e a profundidade dos debates promovidos ao longo do dia.
Segundo ele, o seminário, que já se consolidou como um espaço anual de reflexão promovido pelo Instituto de Economia da Unicamp, apresentou estudos fundamentais para fortalecer a luta sindical e subsidiar o debate público sobre a proposta de redução da jornada de trabalho.
“Este é um seminário que acontece pelo menos uma vez por ano aqui na Unicamp e trouxe a presença de diversos teóricos, além da apresentação de um dossiê elaborado pelo Instituto de Economia com mais de 32 artigos sobre os impactos da redução da jornada e a luta por uma escala 5×2, sem redução salarial. Foram debatidos temas que vão desde a saúde do trabalhador até a renda do trabalho”, explicou.
Fabio também destacou a participação de especialistas e autoridades no debate, como professoras e professores de diferentes estados, integrantes do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e parlamentares envolvidos na tramitação da proposta no Congresso.
“A discussão também abordou os caminhos da PEC no Congresso Nacional, os avanços e os desafios colocados pela correlação de forças políticas. Neste momento, a última mesa reúne as centrais sindicais e o DIEESE para discutir a construção política dessa pauta tão importante para a classe trabalhadora”, completou.
A participação da CTB no seminário reforça o compromisso da Central com a construção de uma ampla mobilização nacional pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários, bandeiras consideradas estratégicas para garantir mais dignidade, saúde e qualidade de vida para milhões de trabalhadoras e trabalhadores brasileiros.


