Adilson Araújo defende fim da escala 6×1 e destaca impacto da medida na vida das mulheres

Foto: Lívia Abreu

Presidente da CTB afirma que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e trabalhadoras  e reforça a importância da mobilização sindical na conquista de direitos durante 7º Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora 

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, defendeu o fim da escala 6×1 durante participação na abertura do no 7º Encontro de Mulheres da CTB realizado na tarde desta sexta-feira (29). Em sua fala, o Adilson criticou declarações contrárias à redução da jornada de trabalho e destacou os avanços recentes na valorização dos trabalhadores.

Ao comentar uma declaração feita durante audiência pública na Câmara dos Deputados, o dirigente afirmou que esse tipo de posicionamento representa uma visão ultrapassada das relações de trabalho. “Essa opinião é parte de uma visão predatória daquilo que predominou por três séculos e meio no tempo da escravidão”, declarou.

Segundo o presidente da CTB, o país vive um momento de importantes conquistas para a classe trabalhadora. Ele citou a aprovação da igualdade salarial entre homens e mulheres e a discussão sobre o fim da escala 6×1 como exemplos de avanços recentes.

“Nós estamos bem perto de assistir à possibilidade de pôr fim à extenuante e exaustiva escala 6×1”, afirmou.

Durante o discurso, Araújo ressaltou que a redução da jornada teria impacto ainda mais significativo na vida das mulheres.

“Se a redução da jornada de trabalho importa muito à vida da nossa gente, eu diria mais ainda à vida das mulheres”, disse.

O dirigente destacou que muitas trabalhadoras enfrentam uma dupla jornada, acumulando responsabilidades profissionais e domésticas. Para ele, essa realidade torna ainda mais urgente a discussão sobre melhores condições de trabalho.

Ao defender a proposta, Adilson citou experiências internacionais que associam jornadas menores ao aumento da produtividade e à geração de empregos. Ele também criticou os baixos salários praticados no país e apontou que muitos jovens acabam buscando alternativas de renda fora dos modelos tradicionais de contratação.

Na parte final da fala, o presidente da CTB reforçou a importância da organização política e sindical para a conquista de novos direitos.

“As coisas podem melhorar, mas dependem muito de uma mudança política substancial”, afirmou.

Adilson também fez um chamado à mobilização dos trabalhadores e dirigentes sindicais.

“O nosso papel efetivamente no movimento sindical é lutar, transformar e ser revolucionário, é ter a capacidade de promover as transformações do nosso tempo”, concluiu

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