Na manhã desta quarta-feira (3), a CTB Bahia reforçou a luta contra o feminicídio ao lado da UBM (União Brasileira de Mulheres), da FEC Bahia (Federação dos Comerciários da Bahia), do SintraSuper, do Sindicato dos Comerciários e de outras entidades.
Em frente ao Fórum Ruy Barbosa, o ato exigiu justiça para Lindiane Rufino Soares, ex-comerciária, e para todas as mulheres vítimas de feminicídio no país. Ela tinha 34 anos e foi morta a facadas, em 5 de janeiro de 2025, por seu ex-companheiro, Gilmar Correia, no bairro de São Marcos, em Salvador. O assassino foi levado a júri popular nesta quarta-feira (3), no Fórum Ruy Barbosa.
A secretária-adjunta da Mulher Trabalhadora da CTB Bahia, Marilene Betros, conclamou os homens a refletirem.
“Vocês precisam entender que as mulheres têm o direito de ser livres. Vocês têm que amar sem transformar o amor em uma arma que mata apenas por ouvir um não. Nossa luta é contra essa cultura machista, que mata cinco mulheres por dia no Brasil. Por isso, estamos unidas contra o feminicídio e toda forma de violência”, afirmou.
“O sistema falha ao não prevenir a violência e os crimes de feminicídio, além de não punir com mais rigor os assassinos. É importante que as entidades sindicais participem dessa luta, que não é só das mulheres, mas de toda a sociedade”, disse Cherry Almeida, secretária de Gênero dos Comerciários e dirigente da CTB Bahia.
Sobrevivente
Sobrevivente de uma tentativa de feminicídio em fevereiro de 2019, a fisioterapeuta Isabela Conde deu um importante depoimento.
“Eu tive que me fazer de morta para sobreviver e estar aqui hoje. Criei a ONG Ampara Mulher, em 2020, para ajudar mulheres vítimas de violência doméstica. É preciso melhorar a legislação, pois o homem que tentou me assassinar teve a pena reduzida porque eu consegui sobreviver. Isso tem que mudar”, frisou.
Para a secretária de Gênero do SintraSuper, Josélia Ferreira, é preciso mudar a cultura machista que ainda condiciona a juventude de hoje.
“É um absurdo ver jovens nas redes sociais estimulando a violência contra a mulher. Isso é absurdo e não podemos aceitar. Os homens precisam falar sobre feminicídio e violência doméstica para desconstruir essa visão equivocada”, destacou.
Também falaram no ato vários dirigentes homens, como Renato Ezequiel, presidente do Sindicato dos Comerciários, e Edvã Galvão, vice-presidente do SintraSuper, além dos dirigentes comerciários Walter Júnior e João Brandão.
Mais fotos no Instagram @ctb.bahia. Com informações: CTB-BA.


