Polícia de Tarcísio invade escola para intimidar comunidade escolar

Por Professora Francisca

O G1 teve acesso às câmeras corporais dos 12 policiais que invadiram a Escola Municipal de Educação Infantil Antônio Bento, na zona oeste da capital paulista, em novembro de 2025.

As câmeras não apenas confirmaram o absurdo da invasão, mas também que os PMs tentaram de todas as maneiras intimidar a diretora da escola contra o projeto pedagógico da Secretaria Municipal de Educação com uma arrogância, que somente um governo como o de Tarcísio, que não dá a mínima para a educação, para os profissionais da educação e para o conhecimento da história do Brasil.

Tudo porque um pai de uma aluna de 4 anos, que também é PM, reclamou do desenho de Iansã, feito pela filha. E ele reclamou com seus colegas de trabalho, que foram à escola intimidar os profissionais. Em vez de conversar com a direção da escola ou até com a Secretaria de Educação do município.

Tanto o prefeito Ricardo Nunes como o governador Tarcísio de Freitas são de extrema direita e odeiam a educação pública.

De qualquer forma, a polícia do Tarcísio acha que pode invadir uma escola mesmo de educação infantil com um efetivo de 12 policiais armados, um com metralhadora. E tudo por causa de um desenho em aula sobre a história afro-brasileira, como ampara a Lei 10.639/2003 e a Lei 11.645/2008.

Tudo isso aconteceu e acontece porque o governador Tarcísio passa pano e até premia a violência policial, essencialmente contra pobres da periferia. Existe inclusive a acusação de que os policiais de São Paulo estão sendo doutrinados pela Igreja Universal, o que explica o ódio às religiões de matriz africana e ao povo negro.

É preciso rechaçar de todas as maneiras essa ação policial, exigindo a punição exemplar dos policiais. Porque escola é lugar de disseminação de conhecimento com discussão democrática e respeito à diversidade.

Professora Francisca é diretora da Secretaria de Assuntos Educacionais e Culturais da Apeoesp – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, de Relações de Gênero da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) e diretora da CTB-SP.

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