O vice-presidente da CTB, Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira), fez um balanço das intensas mobilizações realizadas em Brasília ao longo da última semana, marcadas por atos nacionais, articulações no Senado e uma decisão histórica da Comissão Nacional de Anistia em favor dos metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes.
Segundo Bira, a semana foi de intensa atuação das centrais sindicais, sindicatos e centenas de trabalhadores em defesa dos direitos da classe trabalhadora.
Na terça-feira, as centrais sindicais promoveram atos em Brasília e em diversas cidades do país para defender o fim da escala 6×1 e a implantação da jornada de trabalho 5×2. Ainda no mesmo dia, dirigentes das centrais se reuniram com o senador Paulo Paim para organizar a agenda de debates sobre o tema no Senado, incluindo um encontro com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, e a realização de uma sessão temática sobre a proposta.
Na quarta-feira, representantes das centrais sindicais participaram da reunião com Davi Alcolumbre. De acordo com Bira, o encontro resultou no compromisso de dar celeridade à tramitação da proposta que extingue a escala 6×1, caso seja aprovada pela Câmara dos Deputados, além da defesa de que a nova jornada passe a valer imediatamente após a sanção presidencial, sem um período de transição de 14 meses.
Ainda na quarta-feira, foi realizada a sessão temática no Senado para discutir a redução da jornada de trabalho. O debate contou com mais de 50 intervenções de representantes dos trabalhadores, do governo e do setor empresarial. Para o dirigente da CTB, os representantes dos trabalhadores apresentaram argumentos consistentes em defesa da mudança, reforçando os benefícios da redução da jornada para a qualidade de vida da população e para o desenvolvimento do país.
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Outro momento destacado por Bira ocorreu na quinta-feira, quando a Comissão Nacional de Anistia reconheceu, por unanimidade, a perseguição sofrida pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes durante a ditadura militar. A decisão incluiu um pedido oficial de desculpas do Estado brasileiro pelas graves violações cometidas contra a categoria, que sofreu prisões, torturas, assassinatos e outras formas de repressão.
Para o vice-presidente da CTB, o reconhecimento representa um marco histórico na luta pela memória, verdade e justiça em relação aos trabalhadores perseguidos pelo regime ditatorial.
Ao fazer um balanço da semana, Bira afirmou que a mobilização continuará para garantir o fim da escala 6×1 e avançar em uma agenda de desenvolvimento nacional baseada na redução da taxa de juros, ampliação dos investimentos públicos, valorização dos salários e geração de empregos de qualidade.


