Lideranças sindicais, inclusive os Metalúrgicos de Camaçari, participaram, na tarde da terça-feira (3), de uma Sessão Especial dedicada a marcar a passagem do Dia do Trabalhador, na Câmara Municipal de Camaçari. Os sindicalistas relataram as dificuldades enfrentadas a defesa dos direitos dos trabalhadores.
Participaram da sessão, a consultora do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Ana Georgina; O Sindicato dos Metalurgicos de Camaçari (CTB),estava representado por Everaldo Viera, que expôs a questão da violência na região de Camaçari, sobretudo pelo fato de um trabalhador Metalúrgico ter sido assassinado na mesma semana do evento, e pediu audiência pública sobre o assunto, sendo aprovado por unânimidade pelos vereadores presentes, a audiência pública ficou agendada para o início do mês de junho.
Também contribuíram com o debate, representantes da construção civil, dos químicos, dos professores, do trabalho rural, dos vigilantes, entre outros. Ana Georgina fez observações pertinentes sobre a luta das classes trabalhadoras. Frisou o fato de que, por mais que o tempo passe, a pauta de reivindicações não muda. “A luta sempre foi por melhores salários, melhores condições de vida para si e para a família”, relata. Ela explica ainda que o grupo empresarial sempre usou a mesma justificativa para não aceitar a redução da jornada de trabalho.
“Não queriam que a escravidão fosse abolida e disseram que se isso acontecesse suas empresas iriam quebrar. Hoje, o discurso continua o mesmo quando se exige a redução de horas trabalhadas, sendo que a capacidade de produção do ser humano nunca esteve tão alta”, destaca.
Fonte: Everaldo Vieira – Secretária de Combate a Discriminação da FETIM-BA e Coletivo de Combate o Rracismo da CTB


