Resolução política aprovada no 6º Congresso da Central aponta as eleições como momento decisivo para a defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos da classe trabalhadora
A campanha eleitoral de 2026 começou oficialmente neste domingo (16), quando passou a ser permitida a propaganda eleitoral nas ruas e na internet, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nesse novo momento da disputa política, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) reafirma uma das principais orientações aprovadas em seu 6º Congresso: enfrentar e derrotar a extrema direita e fortalecer um projeto comprometido com a democracia, a soberania nacional e os direitos da classe trabalhadora.
A resolução política aprovada pela Central coloca a disputa contra a extrema direita como um dos principais desafios do movimento sindical e das forças progressistas. O documento defende a construção de uma frente ampla em defesa da democracia e afirma que é necessário mobilizar trabalhadores e trabalhadoras para impedir retrocessos sociais e políticos.
Para a CTB, as eleições de 2026 ocorrem em um cenário marcado pela polarização política e pela disputa em torno dos rumos do país. A Central relaciona a defesa da democracia à luta por emprego, melhores salários, redução da jornada de trabalho, fim da escala 6×1, valorização do serviço público e retomada de direitos trabalhistas.
A resolução também destaca a defesa da soberania nacional diante de pressões externas e critica a atuação de setores ligados à extrema direita que, segundo a entidade, adotam posições contrárias aos interesses nacionais. Nesse sentido, o documento defende o fortalecimento da economia brasileira, da indústria, do mercado interno e das relações do país com o Brics.
Eleições e direitos dos trabalhadores
Na avaliação expressa pela CTB, a disputa eleitoral não pode ser dissociada das condições concretas de vida da população. Entre as principais bandeiras apresentadas pela Central estão a redução da jornada para 36 horas semanais sem redução de salários, o fim da escala 6×1, a valorização do salário mínimo, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e a taxação das parcelas mais ricas da sociedade.
A resolução também aponta a necessidade de regulamentar novas formas de trabalho, especialmente aquelas mediadas por plataformas digitais, e de enfrentar a precarização das relações trabalhistas.
Outro ponto destacado é a necessidade de alterar a política econômica para ampliar investimentos, geração de empregos e crescimento. O documento critica os juros elevados e defende medidas que, na visão da Central, permitam direcionar mais recursos para a produção e para a melhoria das condições de vida da população.
“Isolar e derrotar a extrema direita”
A orientação política aprovada pela CTB afirma que a extrema direita representa uma ameaça às conquistas democráticas e aos direitos sociais. O documento cita as tentativas de ruptura institucional ocorridas no país e defende a responsabilização dos envolvidos em atos contra a democracia.
A Central também chama atenção para o papel das redes sociais e das chamadas big techs na disseminação de desinformação e discursos políticos. Para a entidade, a regulamentação das plataformas digitais deve ser tratada também como uma questão de soberania nacional.
Com o início oficial da campanha eleitoral, essas posições ganham novo peso na atuação política e sindical da CTB. A entidade pretende levar para o debate eleitoral pautas relacionadas ao mundo do trabalho e à defesa da democracia, buscando colocar no centro da discussão os interesses da classe trabalhadora.
A resolução do 6º Congresso conclui reafirmando o compromisso da CTB com a democracia, a soberania nacional, a paz e a defesa dos direitos sociais e trabalhistas. Para a Central, a mobilização dos trabalhadores será fundamental para a disputa dos rumos do Brasil nas eleições de 2026.
Campanha eleitoral
De acordo com o TSE, a propaganda eleitoral geral, inclusive pela internet, está autorizada desde 16 de agosto. A partir dessa data também são permitidos comícios, caminhadas, carreatas e outras modalidades de campanha, dentro das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.


