Encontro com Lula reuniu presidentes das centrais sindicais e representantes de diferentes categorias e definiu ações pelo fim da escala 6×1, redução da jornada e combate ao assédio eleitoral
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participou da Plenária Nacional do Movimento Sindical com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizada na quinta-feira (20), que reuniu cerca de 500 dirigentes sindicais de todo o país. O encontro contou com a presença dos presidentes das centrais sindicais, além de dirigentes de sindicatos, federações, confederações e representantes de diversas categorias profissionais.
A plenária teve como objetivo discutir a conjuntura política nacional, as eleições de 2026 e o papel do movimento sindical, além de construir estratégias para fortalecer as lutas da classe trabalhadora.
Entre os principais temas debatidos estiveram o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho, a negociação coletiva, o combate à pejotização, a situação dos trabalhadores de aplicativos, o enfrentamento ao assédio eleitoral e a defesa dos direitos das mulheres.
Adilson Araújo destaca projeto em defesa dos trabalhadores
O presidente da CTB, Adilson Araújo, participou do debate e apresentou uma análise sobre os desafios do movimento sindical e do mundo do trabalho diante da conjuntura nacional.
Em sua intervenção, Adilson destacou que, diante dos diferentes projetos colocados para as eleições de 2026, a avaliação da CTB é de que o projeto representado pelo governo Lula é o que apresenta maior convergência com os interesses da classe trabalhadora.
O dirigente ressaltou pautas como a defesa dos direitos trabalhistas, da democracia, da soberania nacional, das empresas públicas e das políticas voltadas às mulheres, à população negra e aos movimentos sociais.
Para Adilson, o momento exige que o movimento sindical esteja organizado e presente nas bases, ampliando o diálogo com os trabalhadores e levando os debates políticos e as reivindicações da classe trabalhadora para os locais de trabalho.
Combate ao assédio eleitoral
Entre os encaminhamentos da plenária está a criação e o fortalecimento de uma plataforma nacional para receber denúncias de assédio eleitoral nos locais de trabalho.
A iniciativa será desenvolvida em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), enquanto o DIEESE ficará responsável pela sistematização das informações.
A proposta é ampliar a capacidade de identificação e enfrentamento de práticas de pressão ou constrangimento político contra trabalhadores durante o período eleitoral.
Mobilização pelo fim da escala 6×1
A plenária também definiu uma agenda de mobilização pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho, com ações nas ruas, nos locais de trabalho e pressão sobre o Congresso Nacional.
O calendário prevê uma plenária das frentes no dia 24 de agosto, às 18h, para organizar as manifestações e as ações do Dia Nacional de Mobilização.
No dia 30 de agosto, serão realizados atos em diversas cidades, além de panfletagens e outras iniciativas em defesa da redução da jornada e do fim da escala 6×1.
As ações terão continuidade entre 30 de agosto e 4 de setembro, com a intensificação da mobilização e da pressão política.
Organização das bases
Outro encaminhamento foi o fortalecimento dos Comitês Populares, envolvendo sindicatos, categorias profissionais, locais de trabalho e diferentes entidades na organização da mobilização.
Também foi apontada a necessidade de organizar ações por diferentes segmentos da sociedade e fortalecer os porta-vozes do presidente Lula, ampliando o diálogo e a mobilização nas bases.
Para a CTB, a plenária reforçou a importância de transformar os debates nacionais em organização concreta nos locais de trabalho e preparar uma ampla mobilização em defesa dos direitos da classe trabalhadora.
O próximo passo é colocar as bases em movimento, fortalecer a luta pelo fim da escala 6×1 e ampliar a mobilização nacional no dia 30 de agosto.


