Servidores vão às ruas de Patos- PB para cobrar do prefeito Jacob Souto atendimento à pauta de reivindicações

Gritando “Servidor na rua, prefeito, a culpa é sua!”, dezenas de servidores públicos municipais, convocados pelo SINFEMP (Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Patos e Região), ocuparam as ruas de Patos na manhã desta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, para cobrar o atendimento de suas reivindicações.

A segunda paralisação foi convocada pelo SINFEMP e contou também com a participação de dirigentes sindicais de vários municípios da região, que reivindicam o atendimento de suas pautas em cada município.

Entre as principais reivindicações da entidade estão a revisão salarial, a isonomia salarial, a implantação dos adicionais de periculosidade e insalubridade, o descongelamento das gratificações, o retorno da gratificação da enfermagem, a convocação dos professores aprovados no último concurso realizado em Patos e a realização de um novo concurso público.

Patos tem 3.283 servidores contratados, 676 comissionados e apenas 2.043 efetivos. Na avaliação dos dirigentes sindicais, o PatosPrev poderá enfrentar dificuldades financeiras, pois apenas os servidores efetivos contribuem para o instituto de previdência municipal.

No caso específico de Patos, a pauta de reivindicações foi entregue à Prefeitura no dia 31 de março. Depois disso, ocorreram duas audiências com o prefeito Jacob Souto, que se comprometeu a apresentar uma resposta no dia 13 de agosto. Até o momento, porém, segundo o sindicato, não houve sinalização de atendimento às reivindicações.

“O prefeito Jacob Souto assumiu há cinco meses a Prefeitura de Patos, tem conhecimento da pauta de reivindicações, ouviu, inclusive, representantes por categoria, e não atendeu a entidade até o momento”, disse Carminha Soares, presidente do SINFEMP.

O sindicalista Zé Gonçalves afirmou que o prefeito tem tempo e disponibilidade para tudo, menos para sentar e atender, de fato, às reivindicações.

“Na última audiência, o prefeito disse que já foi sindicalista e se comprometeu a dar uma resposta no dia 13 de agosto, mas até agora nada. Então, acredito que ele não quer atender às nossas reivindicações e, infelizmente, teremos que tomar outras providências, outras formas de luta política, sindical e jurídica”, afirmou.

Vários servidores fizeram uso da palavra durante o ato realizado em frente à Prefeitura Municipal de Patos. Eles denunciaram as condições de trabalho, o forte assédio moral nos locais de trabalho, o número elevado de alunos por sala de aula e a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) para auxiliares de serviços, merendeiras e demais servidores que trabalham em locais insalubres.

“Muitos servidores estão doentes, outros adoecendo. É muita pressão, muita cobrança, especialmente na Secretaria de Educação”, relatou uma servidora.

Nos demais municípios da base territorial da entidade, a luta seguirá pelos mesmos direitos. Segundo o SINFEMP, nos municípios onde as reivindicações não forem atendidas, serão adotadas novas formas de mobilização e, de imediato, poderão ser ingressadas ações na Justiça.

Os servidores da Câmara Municipal de Patos também estiveram presentes na manifestação, cobrando da presidente Tide Eduardo o cumprimento da lei, com a garantia das progressões de 10%, retroativas a 1º de junho, além de reajuste de 20% para todos os servidores.

Durante o ato, também foi denunciado que a Câmara Municipal teria recursos para dobrar o número de assessores dos vereadores, de cinco para dez, e para aumentar os salários dos parlamentares, mas alegaria não ter recursos para cumprir o pagamento das progressões de 10% a cada quatro anos.

O SINFEMP informou que vai acionar gestores e secretários junto ao Ministério Público do Trabalho em razão, segundo a entidade, do desrespeito à segunda paralisação realizada nos 23 municípios de sua base territorial. Para o sindicato, a utilização de trabalhadores para manter em funcionamento serviços que não são considerados essenciais durante um dia de paralisação configura prática antissindical.

“Não interessa a forma de contratação, mas colocar para funcionar serviços que não são essenciais no dia de paralisação é prática coibida pela legislação, e o SINFEMP vai agir”, afirmou Carminha Soares.

A manifestação teve o apoio da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e da FETRAM (Federação dos Trabalhadores Públicos Municipais na Paraíba).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

CTB
Visão geral de privacidade

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência enquanto navega pelo site. Destes, os cookies que são categorizados como necessários são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para o funcionamento das funcionalidades básicas do site. Também usamos cookies de terceiros que nos ajudam a analisar e entender como você usa este site. Esses cookies serão armazenados em seu navegador apenas com o seu consentimento. Você também tem a opção de cancelar esses cookies. Porém, a desativação de alguns desses cookies pode afetar sua experiência de navegação.