Pela 34ª vez, Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou resolução pelo fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba; em 2025, foram 165 votos favoráveis à medida
O bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba há mais de seis décadas segue sendo alvo de condenação internacional. Pela 34ª vez, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) votou uma resolução que exige o fim das medidas que restringem o desenvolvimento econômico da ilha e afetam diretamente as condições de vida da população cubana.
Em 2025, a resolução recebeu 165 votos favoráveis, sete contrários e 12 abstenções. O resultado expressa a posição da ampla maioria dos países em defesa do fim do bloqueio e reforça a oposição internacional a uma política que, mantida por sucessivos governos norte-americanos, impõe obstáculos ao comércio, às transações financeiras e ao acesso a recursos.
Desde 1992, a Assembleia Geral da ONU aprova resoluções que pedem o encerramento do embargo. Embora essas votações tenham forte peso político e diplomático, as resoluções da Assembleia Geral não têm, em regra, caráter juridicamente vinculante.
Bloqueio afeta a vida do povo cubano
As restrições econômicas impostas pelos Estados Unidos dificultam as relações comerciais e financeiras de Cuba com outros países, criando obstáculos para a aquisição de produtos, equipamentos, tecnologias e insumos necessários ao funcionamento da economia.
Os efeitos dessas medidas atingem diferentes setores da sociedade cubana e agravam as dificuldades enfrentadas pela população. As limitações financeiras e comerciais também representam desafios para o abastecimento e para a manutenção de serviços essenciais.
A política de sanções é alvo de críticas de governos e organizações internacionais, que defendem a necessidade de respeitar a soberania cubana e garantir que o povo da ilha possa decidir livremente os rumos de seu país.
Solidariedade internacional em defesa da soberania de Cuba
A Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) reafirma a importância da solidariedade internacionalista e da defesa da soberania dos povos. O fim do bloqueio contra Cuba é uma reivindicação que ultrapassa as fronteiras da ilha e diz respeito ao direito de cada nação de determinar seus próprios caminhos, sem coerção econômica externa.
A defesa do povo cubano também representa a luta por relações internacionais baseadas na cooperação, no respeito mútuo e na autodeterminação, em oposição a medidas unilaterais que penalizam populações inteiras por divergências políticas.
A expressiva votação na ONU demonstra que a exigência pelo fim do bloqueio continua presente na agenda internacional. Apesar das pressões para manter as sanções, a posição majoritária dos países reforça o apelo por uma mudança na política dos Estados Unidos em relação à ilha.
Pelo fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro! Cuba tem direito à soberania, à dignidade e à autodeterminação. Cuba não está sozinha!


