Eletricitários cruzam os braços em greve por tempo indeterminado no Maranhão

Eletricitários do Maranhão aderiram na última terça-feira (16) à greve da categoria, por tempo indeterminado, que ocorre em vários estados do Brasil, como parte da campanha salarial dos trabalhadores.

A categoria reivindica 3% de ganho real; tíquetes-alimentação no valor de R$ 3 mil, como forma de abono; e manutenção de conquistas e direitos históricos. Os serviços de manutenção e administrativo estão suspensos nas 14 empresas do sistema Eletrobrás, em todo o país. Somente o setor de operação continua em atividade.

Segundo o presidente da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Fernando Pereira, o movimento começou após a insatisfação da categoria com a falta de resultados nas negociações com a Eletrobrás para discutir o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Ele disse que no Maranhão a categoria soma perto de 400 trabalhadores.

“A contraproposta que nos foi apresentada no último dia 4 de julho foi de congelar o adicional por tempo de serviço, pagar a periculosidade somente sobre o salário-base e três talões de tíquetes”, disse Pereira. A contraproposta foi recusada pelos eletricitários.

Fernando Pereira explicou que durante o movimento grevista o turno da operação, que deveria ser trocado a cada 6 horas, agora continuará por 12 horas.

“Isso provoca um desgaste natural do funcionário, mas também pressiona a empresa e o governo a entenderem que não estamos de brincadeira, uma vez que se não chegarmos a um consenso nos próximos dias, o turno só será trocada a cada 24 horas. Apostamos tudo na mesa de negociações, pois acreditamos que é possível a construção de uma proposta viável por meio do diálogo”, afirmou o sindicalista.

Nesta quarta-feira (17), às 15h, os representantes sindicais terão uma audiência em Brasília, com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. O presidente da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Fernando Pereira, disse que na quinta-feira (18), pela manhã, uma nova assembleia será realizada em frente à subestação da Eletronorte (Avenida dos Jequitibás, Coheb/Sacavém), onde a categoria se mantém concentrada, para analisarem a proposta feita pelo ministro.

Portal CTB com agências

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