A Venezuela está agilizando os preparativos para as eleições parlamentares do próximo 26 de setembro, depois da entrega de 70 por cento das máquinas de votação que serão utilizadas.A presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, asegurou que o cronograma desenhado para a etapa atual transcorre de acordo com as previsões. Em coletiva à imprensa, ela ressaltou o avanço na produção de todo o equipamento indispensável para a votação, submetido a auditorias com a participação das autoridades do CNE, representantes dos partidos políticos e observadores nacionais.
Lucena acrescentou que em nível nacional estão sendo instalados um total de 64 centros móveis de votação em lugares em que não existe infra-estrutura adequada para esse processo. A titular do CNE instou os partidos políticos que participam na campanha eleitoral iniciada em 25 de agosto a respeitarem as regras estabelecidas para este período depois de informar acerca da recente abertura de averiguações por supostas violações das normas.
Nas ruas, as caravanas da chamada máquina vermelha (a militância do PSUV – Partido Socialista Unido da Venezuela, de apoio ao governo Chavez) realizam mobilizações muito maiores do que as realziadas pelas forças oposicionistas, agrupados na coligação denominada Mesa da Unidade.
Enquanto isso, nos meios de comunicação de massa predominam os anúncios das candidaturas da oposição.
A cada cinco anos os venezuelanos renovan o poder legislativo, cujas eleições se realizarão no dia 26 de setembro, data em que poderão votar mais de 17 milhões de cidadãos eleitores.As votações serão totalmente automatizadas e as autoridades eleitorais preparam a instalação de 36.773 mesas de votação, distribuídas em mais de 12 mil centros.
Nas eleições parlamentares está sendo jogado o futuro do país, pois tanto a aliança do governo (socialistas e comunistas) como a oposição reconhecem que a vitória de um ou outro determinaria a continuidade do processo de mudanças conhecido como Revolução Bolivariana ou a revogação das leis de benefício social.
Fonte: Prensa Latina


