A responsabilidade da classe trabalhadora neste 2º turno

O recente crescimento do candidato José Serra nas pesquisas traz à tona uma realidade que não pode ser ignorada: o Brasil está, hoje, sob grande risco de perder tudo o que foi conquistado nos últimos oito anos. Esse processo precisa ser freado, em nome da vitória de Dilma Rousseff e da continuidade das mudanças iniciadas pelo governo Lula.

Mais do que nunca, a classe trabalhadora precisa tomar plena consciência de seu papel nestas eleições. É ela a maior beneficiada das políticas que têm transformado o Brasil e, sem sombra de dúvida, a principal responsável pela chegada de um ex-operário ao poder. Diante desse cenário, cada trabalhador deste país não pode se omitir neste importante momento da história nacional.

Sob qualquer aspecto analisado é possível constatar, com facilidade, o que representou para o Brasil a evolução dos últimos oito anos. A verdade dos fatos está do nosso lado – e não junto daqueles que tanto retardaram o ingresso do país em um projeto nacional de desenvolvimento.

É preciso relembrar que, em tempos de Serra e FHC na Presidência, o desemprego em São Paulo chegou a 19%, enquanto hoje está na casa dos 12%; é preciso destacar que o atual governo criou 14,5 milhões de empregos com carteira assinada, contra 700 mil dos tempos de PSDB. Sob Lula e Dilma, o crescimento industrial foi quatro vezes maior; os empréstimos para habitação chegaram a R$ 9,5 bi, contra somente R$ 1,7 bi na gestão tucana, tão aclamada como “exemplar”. Exemplar para quem?

Os dados são quase inesgotáveis: o salário mínimo atual compra 3,7 cestas básicas, enquanto no governo anterior se adquiria somente 1,3. Nos últimos oito anos, 15 milhões de brasileiros foram ao dentista pela primeira vez. Até 2002, o país tinha cerca de 16 mil equipes do Programa Saúde da Família – hoje já são mais de27 mil. Nosso país devia centenas de bilhões de dólares ao Fundo Monetário Internacional , enquanto hoje a situação se inverteu e somos nós que emprestamos dinheiros a outras nações.

Apesar de todos esses números, não basta apenas que poucos saibam disso. É preciso que a realidade seja mais forte do que os boatos, as calúnias e as falsas promessas que a cada dia são espalhadas pela candidatura de José Serra. E isso precisa ser feito com intensidade, pois se temos ao nosso lado os dados, as estatísticas e a nova realidade do país, do outro lado há forças poderosas, com toda a estrutura midiática de persuasão para impedir a vitória de Dilma Rousseff em 31 de outubro.

É preciso que a classe trabalhadora seja realmente militante neste segundo turno. Quem venceu o primeiro turno, com 47% dos votos, foi nossa candidata, mas quem tem posado como vencedor antecipado é o tucano, junto de toda a corja reacionária e antipopular que o cerca, com amplo destaque da mídia conservadora.

Tenho visto alguns companheiros preocupados com a possibilidade de derrota. A cautela pode ser valiosa neste momento, mas é preciso, mais do que em qualquer outro momento da campanha, termos orgulho das conquistas obtidas pelo povo durante o governo Lula. Devemos bater no peito e defender – com inteligência, bons argumentos e mobilização – nossa candidata e suas propostas, pois ela é a única que será capaz de contemplar as demandas da classe trabalhadora.

A dedicação de cada um de nós será fundamental nesta reta final. Tenho certeza de que é esse empenho que garantirá a vitória de nosso projeto e um protagonismo cada vez maior da classe trabalhadora nos rumos da política brasileira. Vamos à luta!


Wagner Gomes é presidente nacional da CTB

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