Rodoviários de Santos e Região insistem em sanitários nos pontos finais

A empresa Piracicabana de transporte coletivo procura bares, restaurantes, lanchonetes, mercados e outros estabelecimentos, próximos a pontos finais de ônibus, em busca de aluguel de sanitários para seus empregados, alguns já acertados e em utilização.

A informação é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Santos, Baixada e Litoral, Valdir de Souza Pestana, que denunciou, há poucos dias, a falta dos equipamentos para 500 motoristas, fiscais e vendedores de bilhetes.

O sindicalista reclamou que as companhias de ônibus, as prefeituras e a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) deixam os trabalhadores em situação difícil, inclusive mulheres motoristas, que não têm onde fazer as necessidades fisiológicas.

Valdir Pestana lamenta que, enquanto a Piracicabana tenta solucionar o problema, as demais empresas e o poder público, com exceção da EMTU, não se pronunciam. Em Santos, ele aguarda resposta da Viação Guaiúba, responsável pelos seletivos.

A EMTU garante que cobrará, dos executivos municipais e dos empresários, uma solução do problema. “Já deveria ter feito isso antes”, reclama o secretário-geral do sindicato, ‘Ferrugem’ Eronaldo José de Oliveira, que afirma ter formalizado a reclamação diversas vezes.

Os sindicalistas reivindicam que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET Santos) construa sanitários ou instale guaritas resistentes, funcionais e estéticas. Eles ponderam que o comércio fecha em determinados horários noturnos, quando os rodoviários continuam em atividade.

Pestana reclama que o presidente da CET, Rogério Crantschaninov, “não dá importância ao transporte coletivo. Ele disse que há muitos ônibus em circulação. Isso revela uma cidade cada vez mais elitizada, com altos prédios para quem tem carro e não para quem anda de transporte público”.

Enquanto Curitiba, Sorocaba e outros municípios, com administrações voltadas às diversas classes sociais, e não apenas ao topo da pirâmide social, subsidiam o transporte coletivo, Santos anda na contramão”, finaliza o sindicalista.

Fonte: Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Santos e Região.

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