Com a redução de 20% no recurso destinado para contratação de terceirizados, os trabalhadores defendem a realização de novos concursos.
Depois de anunciar um corte de 20% no valor gasto com terceirizados no serviço público, o Governo do Estado já desenvolveu também uma medida para que o prejuízo com o corte dos terceirizados não seja tão grande. O governador Cid Gomes anunciou via Internet que os funcionários públicos que optarem por aumentar sua carga horária de seis para oito horas receberão aumento de 33% em seus salários.
A medida, no entanto, não é suficiente para que a população não seja prejudicada com o corte dos terceirizados, segundo o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado do Ceará (Mova-se), José Airton Lucena Filho. É necessária a realização de concursos públicos para a contratação de servidores efetivos.
“O que resolve nosso problema é a redução dos terceirizados e realização de concurso público. Para cortar esse número, nós teremos uma carência de serviço público grande”, defendeu.
Lucena destacou que sem a colocação de efetivos no lugar dos terceirizados, os funcionários temporários podem ser contratados posteriormente. “O concurso evita que esses 20% cortados voltem amanhã”, justificou. Além disso, segundo ele, a média de idade em algumas secretarias é muito alta, em torno dos 57 anos.


