A greve dos operários da construção da Bahia continua. Na quinta-feira os trabalhadores se reúnem na Praça Castro Alves, às 17 horas, para decidir os rumos do movimento. Como não houve acordo até o momento, a decisão deverá se encaminhar para o dissídio, na Justiça do Trabalho.
O movimento paredista foi iniciado no dia 10 de feveveiro. Os trabalhadores, que começaram reivindicando reajuste salarial de 18,76%, reduziram para 15%, e já aceitam a proposta da mediação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, de reajuste salarial de 8% a partir de 1º de janeiro e mais 4% a partir de 1º de março, num total de 12%, desde que os patrões respeitem a proporcionalidade das horas extras, na compensação dos dias parados.
A proporcionalidade das horas extras, na compensação dos dias parados significa que, a hora extra de segunda a sexta, que é a 50%, equivaleria a 1h30min na compensação; no sábado, a hora extra que é a 70%, equivalendo a 1h42min.
Os patrões não concordam com a proposta dos trabalhadores e continuam oferecendo apenas 6,47% de reajuste e querem que os trabalhadores paguem todos dias parados.
Os trabalhadores reivindicam também: aumento da cesta básica para ; qualificação profissional; contrato de experiência com limite máximo de 30 dias; reconhecimento de novas funções; quando houver programação de horas extras o lanche ou o jantar devem ser fornecidos no início da primeira hora, para quem faz a partir de duas horas extras, após as 17 horas; garantia de estabilidade com o cumprimento das leis relacionadas às trabalhadoras gestantes; depósito da quantia líquida da rescisão dentro do prazo estabelecido no artigo 477 da CLT, e se a homologação não ocorrer até o segundo dia posterior ao depósito, a empresa pagará multa correspondente; além da garantia dos direitos já adquiridos e que constam da Convenção Coletiva.
Confira as propostas nas tabelas abaixo e em anexo:
Fonte: Mery Bahia – Sintracom


