Na terça-feira (29) o STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp) promoverá uma manifestação durante reunião do Conselho Universitário (Consu). O Ato será na praça Milton Santos, localizada em frente a Secretaria Geral da Universidade e terá início as 9h.
A manifestação tem por objetivo cobrar da reitoria a retirada de processos civil e criminal contra nove militantes que fizeram parte do Comando de greve e que foram processados sob alegação de participação de manifestação ocorrida durante a campanha salarial 2010, que culminou com a ocupação da reitoria.
Durante e no final da greve o Sindicato organizou uma Comissão de Negociação para tratar dos fatos da greve que envolviam a pauta de reivindicações, freqüência e punições. A reitoria discutiu a política de reposição, mas alegava que não tinha o que discutir na questão das punições, pois não havia punições na Unicamp. Só no mês de fevereiro desse ano, a partir do indiciamento dos envolvidos é que se descobriu os processos, inclusive envolvendo dois membros da Comissão de Negociação.
O Sindicato considera grave esse precedente, uma vez que a universidade é espaço de discussões, negociações e debates e estávamos em mesa de negociação no final da greve com esse objetivo. Tratar mobilização como caso de polícia, intimidando os trabalhadores, desconsiderando a mesa de negociação e os espaços institucionais internos é um retrocesso e coloca a universidade no patamar daqueles que hoje criminalizam os movimentos, por não suportar questionamentos as suas políticas ou aqueles que, motivados por interesses econômicos gananciosos, usam a criminalização para aviltar direitos e arrochar salários. Na esteira desse situação, ainda no mês de março foi demitido funcionário da Fundação eleito para representar os funcionários numa Comissão que é reconhecida e legitima dos trabalhadores.
Para tratarmos de situação e externarmos nosso repúdio a essa política de criminalização, gostaríamos de contar com Vossa presença na Manifestação do dia 29 e se possível também enviar email, fax, à reitoria solicitando a retirada dos processos.
Fonte: STU


