Os funcionários da reitoria da Universidade Cidade de São Paulo (USP), em assembleia realizada nesta quinta-feira (14), às 9h15, decidiram pela greve por tempo indeterminado contra a transferência forçada dos funcionários para locais estranhos à universidade, alguns deles inclusive distantes do campus universitário, como é o caso do Centro Empresarial Santo Amaro.
Trabalham cerca de 900 funcionários na reitoria da USP, sendo que hoje 125 funcionários do Departamento Financeiro, Departamento de Informática, Departamento Administrativo, além de mais de 100 funcionários da COESF (responsável pelo setor de arquitetura, engenharia e obras da Universidade), já deviam ser deslocados para outros locais.
Desde sexta-feira o prédio da reitoria está fechado com suas entradas bloqueada pelos trabalhadores terceirizados da Empresa União, contratada pela USP para prestar serviço de limpeza, cujo contrato foi rescindido pela Universidade sem que os trabalhadores tivessem seus salários pagos (março), além das verbas rescisórias.
Agora, após a decisão de greve, com o fechamento do prédio, dos funcionários da reitoria, independentemente do bloqueio pelos trabalhadores terceirizados, o prédio deverá permanecer fechado.
A reitoria divulgou para toda a imprensa que está com suas portas abertas para os funcionários da reitoria e para o Sindicato, disposta a discutir a transferência dos trabalhadores e informou que todos os funcionários da reitoria foram consultados sobre a transferência para outros locais e concordaram. Isso é uma grande mentira, inclusive temos em mãos um abaixo assinado com mais de 400 assinaturas dos funcionários contrários à transferência (cópia da 1ª página com o texto do abaixo assinado anexa).
O único departamento da reitoria onde houve uma consulta aos funcionários foi o DRH (Departamento de Recursos Humanos) e apenas 7 se colocaram favorável à mudança enquanto que 120 se declaram contrários.
Fonte: Sintusp


